terça-feira, 25 de dezembro de 2012

"Bom Natal", com "feliz ano novo" incluído


Quando, há um par de meses, foi noticiado que o Brasil ultrapassou o Reino Unido na lista das maiores economias do mundo, as reacções dos governantes respectivos não poderiam ter sido mais esclarecedoras quanto ao que aconteceria a seguir. David Cameron não teve melhor ideia do que anunciar um reforço na dose da austeridade que, acabava de reconfirmá-lo,  continuava a afundar a economia britânica. A imprensa fazia a sua parte com títulos como “Reino Unido entra em recessão APESAR da política de austeridade” em vez de “Reino Unido entra em recessão POR CAUSA da política de austeridade”.

Uns para baixo, outros para cima. Do lado brasileiro, às reacções de satisfação juntaram-se as promessas de continuidade das políticas de combate às desigualdades com uma forte componente social que, reconfirmavam-no também, continuavam a produzir tão bons resultados. Ontem mesmo, véspera de Natal, o Governo brasileiro fez questão de anunciar um aumento de 9% no salário mínimo a partir de Janeiro, um aumento a somar aos mais de 120% da última década. É assim, e não com mensagens compungidas para fazer vibrar os miserabilismos mais salazarentos, que se deseja “Bom Natal”. Assegurando o crescimento económico de um feliz ano novo.

 

1 comentário:

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Quando, há um par de meses, foi noticiado que o Brasil ultrapassou o Reino Unido na lista das maiores economias do mundo, as reacções dos governantes respectivos não poderiam ter sido mais esclarecedoras quanto ao que aconteceria a seguir. David Cameron não teve melhor ideia do que anunciar um reforço na dose da austeridade que, acabava de reconfirmá-lo, continuava a afundar a economia britânica. A imprensa fazia a sua parte com títulos como “Reino Unido entra em recessão APESAR de política de austeridade” em vez de “Reino Unido entra em recessão POR CAUSA da política de austeridade”.