sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um país perigoso


O primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, voltou a falar a favor da libertação das Pussy Riot. Diz que elas foram "muito desagradáveis", mas que já estiveram presas tempo suficiente. Estas declarações dão uma ideia bastante precisa sobre o que é actualmente a Rússia. Todo aquele que por ali se lembre de ser "muito desagradável" corre o risco de ir preso: na Rússia, ser "muito desagradável" é crime que vale pelo menos uns dois ou três anos de trabalhos forçados num paraíso gelado. A menos que depois entre em cena o todo-poderoso Czar e dê indicações à sua serviçal Justiça para que não empregue tanta severidade para lhe agradar. O poder já nem sequer se preocupa em dissimular que tem a Justiça ao seu serviço. A Rússia é um país perigoso. Chamem-lhe tudo, menos democracia. E nem pensar em ser demasiadamente desagradáveis com eles. Têm daqueles brinquedos nucleares que fazem pum.

1 comentário:

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O primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, voltou a falar a favor da libertação das Pussy Riot. Diz que elas foram "muito desagradáveis", mas que já estiveram presas tempo suficiente. Estas declarações dão uma ideia bastante precisa sobre o que é actualmente a Rússia. Todo aquele que por ali se lembre de ser "muito desagradável" corre o risco de ir preso: na Rússia, ser "muito desagradável" é crime que vale pelo menos uns dois ou três anos de trabalhos forçados num paraíso gelado. A menos que depois entre em cena o todo-poderoso Czar e dê indicações à sua serviçal Justiça para que não empregue tanta severidade para lhe agradar. O poder já nem sequer se preocupa em dissimular que tem a Justiça ao seu serviço. A Rússia é um país perigoso. Chamem-lhe tudo, menos democracia. E nem pensar em ser demasiadamente desagradáveis. Eles têm daqueles brinquedos nucleares que fazem pum.