segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Tó Zé v1.0 e v2.0: descubra as diferenças

Seguro votou a favor, no Parlamento, da regra de ouro que fixa um tecto para o défice de 0,5% do PIB e a austeridade respectiva. Agora, diz que está contra uma austeridade que pede mais 4 mil milhões para que seja obtido um défice de 2,5% em 2014, ou seja, uma brutalidade que ainda assim é muito mais branda do que aquela que Seguro antes apoiou, opondo-se ao referendo que se impunha perante a decisão de redução do Estado ao mínimo dos mínimos para todo o sempre.


Tó Zé versão 2.0
O secretário-geral do PS, António José Seguro, foi esta segunda-feira transmitir ao primeiro-ministro que o seu partido não vai participar no esforço de redução de 4 mil milhões de euros da despesa pública que o Governo pretende realizar entre 2014 e 2015. (5.11.2012)
(Retirado da carta de Seguro a Passos) «O Primeiro-Ministro e o Governo adotaram uma conduta isolacionista e optaram por um caminho (da austeridade excessiva [défice de 4,5% do PIB]) profundamente errado, com os resultados conhecidos e com as consequências sociais e económicas desastrosas em que os portugueses vivem. Por exclusiva responsabilidade do seu Governo, por ter ignorado as posições do PS (em defesa do crescimento e do emprego) e por ter aplicado a receita da austeridade excessiva, o país vive uma situação de enorme gravidade. Uma situação de pré-ruptura social. A situação mais grave em termos sociais, políticos e económicos desde a consolidação do nosso regime democrático.» (05.11.2012)

Tó Zé versão 1.0

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse, esta sexta-feira, estar "disponível para adoptar a 'regra de ouro'", referindo-se à inscrição na legislação nacional de um limite ao défice orçamental de 0,5% do PIB. "O PS sempre foi o partido da Europa. O PS está disponível para adoptar essa regra, mas consideramos que o adequado é que este limite conste de uma lei de valor reforçado", disse o líder socialista. (9.11.2011)
A ratificação portuguesa do Pacto Orçamental com os votos do PS foi usada por Nicolas Sarkozy para atacar François Hollande na campanha para as Presidenciais francesas. (19.04.2012)

(editado)

3 comentários:

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A ratificação portuguesa do Pacto Orçamental com os votos do PS foi usada por Nicolas Sarkozy para atacar François Hollande na campanha para as Presidenciais francesas. (19.04.2012)

Anónimo disse...

Seguro votou a favor, no Parlamento, da regra de ouro que fixa um tecto para o défice de 0,5% do PIB e a austeridade respectiva. Agora, diz que está contra uma austeridade que pede mais 4 mil milhões para que seja obtido um défice de 2,5% em 2014, ou seja, uma brutalidade que ainda assim é muito mais branda do que aquela que Seguro antes apoiou, opondo-se ao referendo que corresponderia à redução do Estado ao mínimo dos mínimos para todo o sempre.

Anónimo disse...

Talvez o rapazola esteja contra o corte nas despesas sociais e prefira que a redução do défice seja feita através de uma sobretaxa de 20% no IRS