terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sósia, sócio e capanga


O secretário-geral do PS diz que é "no terreno político" que continuará a bater-se "contra este Orçamento do Estado para 2013", não assumindo qualquer compromisso de se juntar ao PCP, BE e alguns deputados do próprio PS que já disseram que enviarão o documento para fiscalização sucessiva do Tribunal Constitucional, caso o Presidente da República não o envie antes da promulgação para ser analisado. António José Seguro deixa assim no ar a ideia de que voltará a fazer o mesmo que no ano passado, não associando o partido ao pedido que foi desencadeado por alguns deputados da bancada socialista e que acabou por ditar o chumbo, com efeito em 2013, do corte dos subsídios na Função Pública.

Estranho terreno político, este, situado à margem da Constituição. É o mesmo de Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva. Estranha forma de fazer política, esta, que compactua com o exercício de poderes  ilegítimos, auto-atribuídos neste jogo descarado de atropelamentos sistemáticos à democracia. Estranha forma de fazer oposição, esta, ser capanga de um Governo que está a destruir o país. Estranho povo, este, que, se as eleições fossem hoje, faria do PS o partido mais votado e desta espécie de invertebrado Primeiro-ministro de Portugal.
 
  • Vagamente relacionado: O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considera o Orçamento do Estado (OE) para 2013, aprovado hoje, "uma fonte de desigualdade e injustiça entre os cidadãos", e vai apresentar uma queixa formal na Comissão Europeia. Em comunicado, o SMMP, que reitera "o apelo para que o Presidente da República suscite a apreciação preventiva da lei", afirma que o OE2013 mantém "os critérios e iniquidades que levaram à declaração de inconstitucionalidade de algumas normas da Lei do Orçamento de 2012". (continuar a ler)

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Estranho terreno político, este, situado à margem da Constituição. É o mesmo de Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva. Estranha forma de fazer política, esta, que compactua com o exercício de poderes ilegítimos, auto-atribuídos neste jogo descarado de atropelamentos sistemáticos à democracia. Estranha forma de fazer oposição, esta, ser capacho de um Governo que está a destruir o país. Estranho povo, este, que, se as eleições fossem hoje, faria do PS o partido mais votado e desta espécie de invertebrado Primeiro-ministro de Portugal.