sábado, 10 de novembro de 2012

Os popós e os totós


Ontem, a propósito da notícia de redução para metade do número de viaturas oficiais em Espanha, que semeava entusiasmo nas redes sociais também do lado de cá da fronteira, escrevia qualquer coisa assim: "Aqui está uma notícia que agrada aos puros. Não os entendo, mas verifico que têm uma verdadeira fixação por carros. Se um político anda de Clio e vende BPNs a preço de amigo é um ídolo. Se o mesmo compra um Audi ou BMW já é um corrupto, mas não pelo BPN, por andar num bom carro. Será que só percebem até à parte do carro?"

Logo a seguir, numa das partilhas, um bípede com este síndrome  das quatro rodas perguntava, ansiosamente: "E aqui?" Há-de acalmar-se com a notícia de hoje onde se lê que a  maioria parlamentar PSD/CDS quer saber quantos automóveis estão ao serviço do Estado para reduzir o parque automóvel. Como se constata, os problemas do país estão quase todos resolvidos. Faltará depois anunciar um salário Jonet para todos os políticos e os restantes processos de privatização de empresas públicas, a entrega a privados dos serviços públicos que estão  a desmantelar e a implosão do nosso Estado social poderão prosseguir sobre rodas. Ídolos são ídolos. Como o próprio nome indica, idolatram-se, não se questionam. Desde que andem a pé e tenham salário de voluntário. Roubar pode ser tão simples.




1 comentário:

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Ontem, a propósito da notícia de redução para metade do número de viaturas oficiais em Espanha, que semeava entusiasmo nas redes sociais também do lado de cá da fronteira, escrevia qualquer coisa assim: "Aqui está uma notícia que agrada aos puros. Não os entendo, mas verifico que têm uma verdadeira fixação por carros. Se um político anda de Clio e vende BPNs a preço de amigo é um ídolo. Se o mesmo compra um Audi ou BMW já é um corrupto, mas não pelo BPN, por andar num bom carro. Será que só percebem até à parte do carro?"