sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Olha! Mas aquele não é o Seguro?


Em resposta ao convite feito pelo primeiro-ministro aos socialistas para participarem na reforma do Estado, , "para que fique bem claro", António José Seguro afirma a pés juntos que o PS “não será muleta do Governo”. Assim, lá atrás, fica uma série infindável de abstenções violentas, os votos a favor em dois orçamentos, o apoio incondicional a um memorando de entendimento com a troika e o voto a favor na regra de ouro do tecto para o défice de 0,5% do PIB, um upgrade ainda mais duro do que o upgrade de austeridade que agora recusa.

António José Seguro quereria dizer que o PS não continuará a ser a muleta da destruição do país que foi até aqui. Fá-lo porque o vento mudou e no pressuposto absurdo de que todo o historial da sua liderança caia rapidamente no esquecimento de todos.

E o país está farto deoportunistas. Diluir o António José Seguro lacaio dos lacaios da troika que governam Portugal na imagem de um novo António José Seguro reivindicativo e defensor do Estado social que até aqui ajudou a destruir é uma tarefa tão patética como impossível. Restaria a António José Seguro admitir que a austeridade na qual tudo apostou foi um erro. Um erro imperdoável, apenas sanável com a sua demissão. E demitia-se. Seria o melhor serviço que poderia prestar ao seu partido. Seria de homem com coluna vertebral. E seria o maior serviço que poderia prestar ao seu país. Portugal precisa do PS tanto como necessita de ver-se livre de aldrabões que se limitam a dizer aquilo que os seus instintos farejam ser o discurso mais do agrado das suas plateias. António José Seguro há-de descobri-lo. Mas Portugal não pode ficar à espera do PS.

(editado)

1 comentário:

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Em resposta ao convite feito pelo primeiro-ministro aos socialistas para participarem na reforma do Estado, , "para que fique bem claro", António José Seguro afirma a pés juntos que o PS “não será muleta do Governo”. Assim, lá atrás, fica uma série infindável de abstenções violentas, os votos a favor em dois orçamentos, o apoio incondicional a um memorando de entendimento com a troika e o voto a favor na regra de ouro do tecto para o défice de 0,5% do PIB, um upgrade ainda mais duro do que o upgrade de austeridade que agora recusa.