terça-feira, 20 de novembro de 2012

Menos outra conquista


Como minimizar a surpresa da folha de vencimentos de Janeiro e a respectiva indignação àquela espécie de cidadãos que acham que a política é um assunto enfadonho, que nada tem que ver com as suas vidas, os tais que ainda não se deram conta daquilo que lhes será roubado em 2013? O Governo quer que as empresas dividam por doze um dos subsídios, ou o de férias ou o de Natal, e que cada uma das parcelas seja paga juntamente com o salário de cada mês. Se for o de férias, dar-se-ão conta em Junho, se for o de Natal, melhor ainda, apenas descerão à Terra em Novembro. Depois, é apenas questão de fazer o mesmo ao outro subsídio em 2014, um ano com uma meta orçamental que exige novo assalto fiscal. À semelhança de todos os outros já concretizados, o ajuste de contas com o 25 de Abril em matéria de subsídios de férias e de Natal poderá concluir-se em 2014, 40 longos anos depois da revolução de 1974. Quanto tempo perdido! Tivessem os banqueiros começado a roubar à doida duas ou três décadas antes e a desforra poderia ter acontecido muito mais cedo.

1 comentário:

FB share disse...

Como minimizar a surpresa da folha de vencimentos de Janeiro e a respectiva indignação àquela espécie de cidadãos que acham que a política é um assunto enfadonho, que nada tem que ver com as suas vidas, os tais que ainda não se deram conta daquilo que lhes será roubado em 2013? O Governo quer que as empresas dividam por doze um dos subsídios, ou o de férias ou o de Natal, e que cada uma das parcelas seja paga juntamente com o salário de cada mês. Se for o de férias, dar-se-ão conta em Junho, se for o de Natal, melhor ainda, apenas descerão à Terra em Novembro. Depois, é apenas questão de fazer o mesmo ao outro subsídio em 2014, um ano com uma meta orçamental que exige novo assalto fiscal. À semelhança de todos os outros já concretizados, o ajuste de contas com o 25 de Abril em matéria de subsídios de férias e de Natal poderá concluir-se em 2014, 40 longos anos depois da revolução de 1974. Quanto tempo perdido! Tivessem os banqueiros começado a roubar à doida duas ou três décadas antes e a desforra poderia ter acontecido muito mais cedo.