domingo, 4 de novembro de 2012

Ikea dreams



A IKEA quer abrir uma nova loja em Coimbra. Seria uma oportunidade para requalificar a zona Norte da cidade, povoada de fábricas e fábricas ao abandono. Não é isto que está prestes a acontecer. O local escolhido é o planalto de Santa Clara, uma zona com um potencial de valorização facilmente identificável na vista magnífica sobre a cidade da fotografia junta, a qual, pelos inúmeros sobreiros e outras espécies protegidas ali existentes, no máximo dos máximos poder-se-ia requalificar para ser um parque verde para usufruto dos conimbricenses.

A legislação existente em matéria de ordenamento do território e protecção de sobreiros e azinheiras faria supor que a Justiça se interpusesse entre o interesse público e os propósitos  especulativos do IKEA e fizesse abortar o projecto. Pelo contrário, deu o braço ao executivo camarário de João Paulo Barbosa de Melo para que se faça o jeito à multinacional sueca. Vão cortar centenas de sobreiros, um crime, para construir uma mega-estrutura de 24 mil metros quadrados. E os conimbricenses que se entretenham a ler os catálogos do IKEA durante os passeios à zona Norte da cidade, enquanto as suas crianças se divertem a brincar na floresta de esqueletos de fábricas abandonadas.

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A IKEA quer abrir uma nova loja em Coimbra. Seria uma oportunidade para requalificar a zona Norte da cidade, povoada de fábricas e fábricas ao abandono. Não é isto que está prestes a acontecer. O local escolhido é o planalto de Santa Clara, uma zona com um potencial de valorização facilmente identificável na vista magnífica sobre a cidade da fotografia junta, a qual, pelos inúmeros sobreiros e outras espécies protegidas ali existentes, no máximo dos máximos poder-se-ia requalificar para ser um parque verde para usufruto dos conimbricenses.

A legislação existente em matéria de ordenamento do território e protecção de sobreiros e azinheiras faria supor que a Justiça se interpusesse entre o interesse público e os propósitos especulativos do IKEA e fizesse abortar o projecto. Pelo contrário, deu o braço ao executivo camarário de João Paulo Barbosa de Melo para que se faça o jeito à multinacional sueca. Vão cortar centenas de sobreiros, um crime, para construir uma mega-estrutura de 24 mil metros quadrados. E os conimbricenses que se entretenham a ler os catálogos do IKEA nos passeios à zona Norte da cidade enquanto as suas crianças se divertem a brincar na floresta de esqueletos de fábricas abandonadas.