quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Eles provocam, provocam, provocam


O Governo tinha dito que sim, mas depois recuou. Agora, volta a avançar e, com o apoio dos deputados do PSD e do CDS, a proposta de OE será alterada de modo a que a proibição de acréscimos salariais vigente para toda a Administração Pública não seja aplicada, em 2013, aos docentes do ensino superior que transitem de categoria. É um dois em um em provocações. A violação grosseira do princípio da igualdade é mais uma provocação dirigida ao Tribunal Constitucional. O acréscimo de despesa dela resultante, num contexto de cortes orçamentais que já antes condicionavam o regular funcionamento das instituições do ensino superior, é uma provocação dirigida a todos aqueles que, precisamente hoje, confrontaram  o Governo com a insuficiência de verbas, quer para fazer face a despesas de funcionamento ainda que reduzidas ao mínimo dos mínimos, quer para estancar o efeito de políticas que tornaram a frequência de um curso superior um privilégio ao alcance de poucos, a debandada de alunos oriundos de meios familiares mais desfavorecidos. De afronta em afronta, o sentido de responsabilidade deste Governo não hesita em provocar tudo e todos. Um dia, isto rebenta, ai rebenta, rebenta.

1 comentário:

Facebook share disse...

O Governo tinha dito que sim, mas depois recuou. Agora, volta a avançar e, com o apoio dos deputados do PSD e do CDS, a proposta de OE será alterada de modo a que a proibição de acréscimos salariais vigente para toda a Administração Pública não seja aplicada, em 2013, aos docentes do ensino superior que transitem de categoria. É um dois em um em provocações. A violação grosseira do princípio da igualdade é mais uma provocação dirigida ao Tribunal Constitucional. O acréscimo de despesa dela resultante, num contexto de cortes orçamentais que já antes condicionavam o regular funcionamento das instituições do ensino superior, é uma provocação dirigida a todos aqueles que, precisamente hoje, confrontaram o Governo com a insuficiência de verbas, quer para fazer face a despesas de funcionamento ainda que reduzidas ao mínimo dos mínimos, quer para estancar o efeito de políticas que tornaram a frequência de um curso superior um privilégio ao alcance de poucos, a debandada de alunos oriundos de meios familiares mais desfavorecidos. De afronta em afronta, o sentido de responsabilidade deste Governo não hesita em provocar tudo e todos. Um dia, isto rebenta, ai rebenta, rebenta.