quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Foi o cão que mordeu o homem ou o homem que mordeu o cão?

A segurança de Miguel Relvas conta uma história que inclui insultos e uma tentativa de agressão. E, apesar do alegado agressor ser um colega, o Público toma claramente partido e reproduz a versão Relvas como sendo a que realmente aconteceu juntamente com a versão de Nuno Ferreira: o jornalista  confessa ter-se dirigido a Relvas no restaurante do hotel onde ambos estavam alojados para lhe perguntar sobre a vergonha que objectivamente não tem para se manter em funções, fala das ameaças que lhe foram imediatamente dirigidas pela sua diligente segurança, conta tê-lo depois confrontado em frente à Assembleia Legislativa Regional com a eventual contrapartida dessa falta de vergonha exibindo um cartaz onde o ex-aluno da Lusófona pôde ler que tem bons amigos em Angola e, de regresso ao hotel,  queixa-se da recepção que lhe foi oferecida em jeito de desforra pela guarda do nosso Ministro do Medo.
Espero, sinceramente, que se apure a verdade. Também eu, como tantos outros o fizeram, já por várias vezes aqui me alonguei quer sobre a mesma falta de vergonha de Miguel Relvas, quer sobre as mesmas amizades que, juntamente com as privatizações que dirige, vai construindo em Angola. Nada me diz que um destes dias a segurança de Relvas não está à minha espera à porta lá de casa para me arrastar até à polícia e aí queixar-se de uma qualquer tentativa de agressão ao amo que todas as razões do mundo e mais três gorilas me impedem de alguma vez poder vir a dar-lhe o prazer. Prefiro ressaltar que Relvas afina com cartazes onde conste a mensagem “Bem-vindo Sr. Dr. Miguel Relvas, Angola gosta do senhor”. Nem todos os intrujões têm a honra de escolher como querem ser acompanhados mal ponham o nariz na rua. Fica o pedido do senhor doutor e, EMBORA NÃO SEJA UM COLEGA DE PROFISSÃO, a minha solidariedade ao Nuno Ferreira.

(editado)

1 comentário:

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Espero, sinceramente, que se apure a verdade. Também eu, como tantos outros o fizeram, já por várias vezes aqui me alonguei quer sobre a mesma falta de vergonha de Miguel Relvas, quer sobre as mesmas amizades que, juntamente com as privatizações que dirige, vai construindo em Angola. Nada me diz que um destes dias a segurança de Relvas não está à minha espera à porta da minha casa para me arrastar até à polícia e aí queixar-se de uma qualquer tentativa de agressão ao amo que todas as razões do mundo e mais três gorilas me impedem de alguma vez chegar a dar-lhe o prazer. Prefiro ressaltar que Relvas afina com cartazes onde conste a mensagem “Bem-vindo Sr. Dr. Miguel Relvas, Angola gosta do senhor”. Nem todos os intrujões têm a honra de escolher como querem ser acompanhados mal ponham o nariz na rua. Fica o pedido do senhor doutor e a minha solidariedade ao Nuno Ferreira.