sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Caladinhos nos querem


Angela Merkel não deixa de ser a chefe da quadrilha da finança apenas porque vem a Portugal dizer a um dos povos subjugados pelos seus peões que um dia virá cá passar férias. Só o diz quem não tem mais nada para dizer e apenas bandidos recebem outros bandidos com honras de Estado, trancafiados longe do povo que os elegeu. A greve de Quarta-feira não deixa de ser uma das maiores, senão mesmo a maior de sempre, apenas porque  um grupo de cerca de 40 trogloditas se pôs a arrancar pedras da calçada em frente ao Parlamento para depois atirá-las aos polícias que ali estavam a fazer o seu trabalho. Ninguém nos diz que tais energúmenos não  foram pagos para abandalhar o protesto. Da mesma forma, o  trabalho de um polícia não é agredir indiscriminadamente quem lhe apareça à frente apenas porque Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho e António José Seguro toleram tais crimes e os rotulam de adequados. Quer a lei, que é bem clara quanto aos limites ao poder e funções das forças de segurança, quer a verdade, não se alteram assim, pela vontade das figuras de proa de um rotativismo com clientelas partilhadas, precisamente aquelas que estão a beneficiar do esbulho que os actores de mais este consenso assinaram de cruz com o ocupante externo.
Não será à porrada, atropelando direitos fundamentais  e exercendo o poder à revelia da Constituição da República Portuguesa que a economia deixará de implodir, o desemprego deixará de alastrar e com ele a pobreza. A repressão apenas fará aumentar o protesto e, qualquer destes dias, os irresponsáveis que desgovernam este país descobrirão que milhares de polícias não são suficientes para conter a fúria descontrolada de centenas de milhar, senão mais, daqueles a quem não hesitaram em pôr a pagar o resultado das suas trêsdécadas de roubos acima das possibilidades do país. Pode demorar anos ou até  décadas, mas nem as ditaduras mais ferozes conseguem sobreviver à sombra da repressão. O sequestro de uma democracia doente perpetrado por meia dúzia de garotos parvalhões seguramente que não resiste tanto tempo. Esta semana de protestos e de abusos não será a última. Eles hão-de cair. E depois falamos. O lugar dos criminosos é na prisão.

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Caladinhos nos querem







Angela Merkel não deixa de ser a chefe da quadrilha da finança apenas porque vem a Portugal dizer a um dos povos subjugados pelos seus peões que um dia virá cá passar férias. Só o diz quem não tem mais nada para dizer e apenas bandidos recebem outros bandidos com honras de Estado, trancafiados longe do povo que os elegeu. A greve de Quarta-feira não deixa de ser uma das maiores, senão mesmo a maior de sempre, apenas porque um grupo de cerca de 40 trogloditas se pôs a arrancar pedras da calçada em frente ao Parlamento para depois atirá-las aos polícias que ali estavam a fazer o seu trabalho. Ninguém nos diz que tais energúmenos não foram pagos para abandalhar o protesto. Da mesma forma, o trabalho de um polícia não é agredir indiscriminadamente quem lhe apareça à frente apenas porque Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho e António José Seguro toleram tais crimes e os rotulam de adequados. Quer a lei, que é bem clara quanto aos limites ao poder e funções das forças de segurança, quer a verdade, não se alteram assim, pela vontade das figuras de proa de um rotativismo com clientelas partilhadas, precisamente aquelas que estão a beneficiar do esbulho que os actores de mais este consenso assinaram de cruz com o ocupante externo.

Não será à porrada, atropelando direitos fundamentais e exercendo o poder à revelia da Constituição da República Portuguesa que a economia deixará de implodir, o desemprego deixará de alastrar e com ele a pobreza. A repressão apenas fará aumentar o protesto e, qualquer destes dias, os irresponsáveis que desgovernam este país descobrirão que milhares de polícias não são suficientes para conter a fúria descontrolada de centenas de milhar, senão mais, daqueles a quem não hesitaram em pôr a pagar o resultado das suas três décadas de roubos acima das possibilidades do país. Pode demorar anos ou até décadas, mas nem as ditaduras mais ferozes conseguem sobreviver à sombra da repressão. O sequestro de uma democracia doente perpetrado por meia dúzia de garotos parvalhões seguramente que não resiste tanto tempo. Esta semana de protestos e de abusos não será a última. Eles hão-de cair. E depois falamos. O lugar dos criminosos é na prisão.