terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um ultimato inadmissível


A Comissão Europeia quer que o Governo português apresente dentro de um mês um plano alternativo ao Orçamento do Estado (OE) para 2013, com medidas de redução da despesa,  para a eventualidade de a receita fiscal não atingir os valores previstos. Eles sabem que a sua "eventualidade" é mais do que certa. Com o Governo sem tempo, atarefadíssimo a fazer arroz doce, leite creme e outras iguarias para a recepção a Angela Merkel do próximo mês, ganha ainda maior importância a proposta ontem reiterada na abertura das jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda: se o BCE cobrasse a Portugal os mesmos 0,75% que cobra pela liquidez que cede à banca em vez dos 3,5% em média que cobra ao nosso país, a redução da despesa seria de cerca de 5 mil milhões de euros. Isto com a vantagem adicional deste corte na despesa, ao contrário dos que a UE pretende, não ter qualquer efeito recessivo sobre a economia. E, ainda que não tocássemos em outros roubos como as PPP ou as rendas da energia, poder-lhe-íamos adicionar mais um corte de 500 milhões dos juros que pagamos ilegitimamente pela parcela do empréstimo destinado à banca que não foi utilizado porque, decididamente, o Governo tem uma vocação mais intrinsecamente ligada ao pastel de nata do que à defesa do interesse nacional, sujeitando-se, sujeitando-nos às humilhações mais variadas. Como é o caso deste ultimato inadmissível, cujo objectivo óbvio é o desmantelamento dos nossos serviços públicos.



(editado)

2 comentários:

facebook share disse...

A Comissão Europeia quer que o Governo português apresente dentro de um mês um plano alternativo ao Orçamento do Estado (OE) para 2013, com medidas de redução da despesa, para a eventualidade de a receita fiscal não atingir os valores previstos. Eles sabem que a sua "eventualidade" é mais do que certa. Com o Governo sem tempo, atarefadíssimo a fazer arroz doce, leite creme e outras iguarias para a recepção a Angela Merkel do próximo mês, ganha ainda maior importância a proposta ontem reiterada na abertura das jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda: se o BCE cobrasse a Portugal os mesmos 0,75% que cobra pela liquidez que cede à banca em vez dos 3,5% em média que cobra a Portugal, a redução da despesa seria de cerca de 5 mil milhões de euros. Isto com a vantagem adicional deste corte na despesa, ao contrário dos que a UE pretende, não ter qualquer efeito recessivo sobre a economia. E, ainda que não tocássemos em outros roubos como as PPP ou as rendas da energia, poder-lhe-íamos adicionar mais um corte de 500 milhões dos juros que pagamos ilegitimamente pela parcela do empréstimo destinado à banca que não foi utilizado porque, decididamente, o Governo tem uma vocação mais intrinsecamente ligada ao pastel de nata do que à defesa do interesse nacional, sujeitando-se às humilhações mais variadas. Como este ultimato inadmissível.

Anónimo disse...

Está na hora de sair-mos da UE.
Não podemos continuar a ser esmagadaos sem que nada se faça para impedir tal massacre.
É urgente sair da UE.