quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Queremos Portas, o salvador




Já se passaram mais de 24 horas desde que Vítor Gaspar apresentou no Parlamento a proposta de Orçamento para 2013 do Governo e o sócio da coligação das nossas trevas, simultaneamente líder do partido do contribuinte e dos reformados,  ainda não disse nem ai nem ui. É aguardado a qualquer momento o golpe palaciano que salvará o país. Paulo Portas estará a preparar o número que proporcione ao CDS a saída mais airosa de uma situação para a qual contribuiu e é tão responsável como o PSD. Talvez uma ruptura, o anúncio do chumbo que poria fim à comandita.

Apenas Ribeiro e Castro vai dando umas pistas. Diz que falta discurso de esperança aos Governantes, noutra declaração, que vê a retirada dos crucifixos das salas de aula ou a laicidade do Estado português como "uma tentativa progressiva de exclusão" do catolicismo e, ainda noutra, manifestou o seu desejo de que não seja posta em causa a "estabilidade política" da instabilidade que assume na mesma entrevista. António Pires de Lima acena com o perigo de a situação política de Portugal se tornar semelhante à da Grécia e considera que cabe ao seu partido evitar este cenário. Que medo.

Entretanto, nem de propósito, documentos dos serviços secretos alemães, que deixaram de ser sigilosos precisamente esta segunda-feira, revelam que Fidel Castro contratou ex-oficiais das SS para treinar o exército cubano. Estão a ver a importância do CDS? Eles andam aí. O silêncio de Paulo Portas pode ser quebrado a qualquer momento com o seu plano de emergência para nos salvar dos comunistas. A selecção nacional de futebol também está a precisar duma mãozita. Queremos Portas, o salvador.

Vagamente relacionado: Paulo Portas cancelou a viagem que tinha marcada para esta quarta-feira a Bucareste, na Roménia, onde estaria ao lado de Passos Coelho na reunião do Partido Popular Europeu. Correm rumores que o cancelamento está relacionado com uma avaria nas fotocopiadoras do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Um pequeno incêndio causado por uma utilização que excede largamente os limites recomendados pelo fabricante.

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Já se passaram mais de 24 horas desde que Vítor Gaspar apresentou no Parlamento a proposta de Orçamento para 2013 do Governo e o sócio da coligação das nossas trevas, simultaneamente líder do partido do contribuinte e dos reformados, ainda não disse nem ai nem ui. É aguardado a qualquer momento o golpe palaciano que salvará o país. Paulo Portas estará a preparar o número que proporcione ao CDS a saída mais airosa de uma situação para a qual contribuiu e é tão responsável como o PSD. Talvez uma ruptura, o anúncio do chumbo que poria fim à comandita.