segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Olha que dois


Pedro Passos Coelho anunciou que na terça-feira vai convidar formalmente o PS para um programa de reavaliação das funções do Estado que corte 4 mil milhões de euros na despesa e evite um segundo resgate a Portugal. Não será para negociar os juros da dívida que ambos nunca negociaram, não será  para anular os contratos leoninos com que os partidos de ambos enriqueceram as clientelas partilhadas, nem será para pôr os mais ricos entre os ricos a contribuírem com pelo menos tanto como contribuem os pobres e remediados. O filão dos impostos não dá para esticar mais e o PS já mostrou que não é contra a santa austeridade. Talvez Passos Coelho tenha sorte. Existem formas de matar o Estado social sem mexer na Constituição, conforme demonstraram tanto os dois Governos Sócrates como o actual. E note-se que já se fala no segundo resgate. Por ordem cronológica, é aquele que sucede ao primeiro e acontece antes do terceiro. A austeridade é sempre assim.

2 comentários:

Facebook share disse...

Pedro Passos Coelho anunciou que na terça-feira vai convidar formalmente o PS para um programa de reavaliação das funções do Estado que corte 4 mil milhões de euros na despesa e evite um segundo resgate a Portugal. Não será para negociar os juros da dívida que ambos nunca negociaram, não será para anular os contratos leoninos com que os partidos de ambos enriqueceram as clientelas partilhadas, nem será para pôr os mais ricos entre os ricos a contribuírem com pelo menos tanto como contribuem os pobres e remediados. O filão dos impostos não dá para esticar mais e o PS já mostrou que não é contra a santa austeridade. Talvez Passos Coelho tenha sorte. Existem formas de matar o Estado social sem mexer na Constituição, conforme demonstraram os dois Governos Sócrates. E note-se que já se fala no segundo resgate. Por ordem cronológica, é aquele que sucede ao primeiro e acontece antes do terceiro. A austeridade é sempre assim.

Anónimo disse...

Não me queixo do Socrates, tudo o que se possa dizer é uma questão partidária, mais nada.

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