quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O partido da treta


Quando, há dois dias, aqui comentei as moções de censura ao Governo apresentadas por Bloco de Esquerda e PCP, escrevi que o PS também seria chamado a sair do cimo do muro onde se tem refugiado e seria obrigado a mostrar de que lado está, se do lado do povo que nas ruas exige a renegociação do memorando e o abandono da trilha austeritária que acrescenta crise à crise, se do lado da troika e do Governo que nos saqueiam o presente e nos roubam o futuro. A resposta parece que é definitiva. O PS vai abster-se. Não está nem com o povo, nem com os troikos, antes pelo contrário: está com a treta. Uma treta a que chamam, e têm toda a liberdade para lhe darem o nome que quiserem, de "alternativa responsável". Pensarão eles que a sua treta agradará a ambos os lados. Sim, sim. Voltem lá para o muro e ponham-se à coca. O PSD há-de ir buscá-los ao muro para juntos formarem o tal Governo de "salvação" nacional que já é completamente desnecessário para vos fazer cair a máscara. Ela já caiu.

® Vagamente relacionado: contas feitas à PSD, as perdas que o Estado português já assumiu com o BPN elevam-se a 3,5 mil milhões de euros, uma verba astronómica que dava para pagar cinco meses de salários dos funcionários públicos. Contas bem feitas, essa verba eleva-se a 5,743 mil milhões de euros, o equivalente a quase 9 salários, seguindo o mesmo padrão de comparação,.

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