quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mais um caso de polícia

O deputado João Semedo, do BE, revela que chegaram à comissão de inquérito duas avaliações sobre o valor do BPN, da altura em que o Governo assinou o contrato de venda, uma da Deloit e outra da CGD, que demonstram que houve uma venda de favor ao grupo da filha de José Eduardo dos Santos e de Américo Amorim. As duas avaliações apontam para um valor médio de 101 milhões de euros. O Governo vendeu por 40 milhões. A oferta, de 61 milhões de euros, equivale a dois terços do corte no Rendimento Social de Inserção inscrito no OE 2013. Os rapazes não são parvos. O RSI não dá comissões. Vídeo aqui.

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O deputado João Semedo, do BE, revela que chegaram à comissão de inquérito duas avaliações sobre o valor do BPN, da altura em que o Governo assinou o contrato de venda, uma da Deloit e outra da CGD, que demonstram que houve uma venda de favor ao grupo da filha de José Eduardo dos Santos e de Américo Amorim. As duas avaliações apontam para um valor médio de 101 milhões de euros. O Governo vendeu por 40 milhões. A oferta, de 61 milhões de euros, equivale a dois terços do corte no Rendimento Social de Inserção inscrito no OE 2013. Os rapazes não são parvos. O RSI não dá comissões. Vídeo aqui.

Anónimo disse...


Em conferência de imprensa, João Semedo denunciou que as duas avaliações, de julho de 2011, apontavam para um valor médio de 110 milhões de euros.

"Ou seja, o Governo vendeu o BPN ao BIC com um desconto de 60 por cento. Desde sempre o Bloco de Esquerda considerou a venda do BPN, nessas condições, como um favor do Governo ao BIC e o que as mais recentes avaliações indicam é que se tratou de facto de um favor e de um benefício real para o BIC", afirmou o deputado do Bloco.

"A operação de venda do BPN ao BIC constitui um favor que o Governo português fez ao BIC", frisou João Semedo, segundo a agência Lusa.

Confrontado com a tese de que apenas um comprador ofereceu 40 milhões de euros pelo BPN, João Semedo considerou que "é muito diferente saber-se que o BPN valia mais de 100 milhões de euros à data em que foi vendido e saber-se que foi vendido por apenas 40 milhões de euros".

"Agora temos termos de comparação e o que se passou só sublinha o quanto foi errado vender-se o BPN por 40 milhões de euros. Não é indiferente para a avaliação política que se faz do negócio saber-se o valor real do BPN", sublinhou o deputado que salientou que "não terá sido por acaso que nenhum membro do Governo, nenhum responsável da Caixa ou do BPN se encarregou de divulgar essas avaliações e, pelo contrário, a opção foi esconder".

João Semedo denuncia que as duas avaliações foram ocultadas à comissão de inquérito. "Sabemos hoje que essas avaliações existiram e que foram ocultadas à comissão parlamentar de inquérito. Na terça-feira, dia da última reunião da comissão de inquérito exigiremos o apuramento das responsabilidades por essa ocultação tão importante", disse o deputado bloquista.

Semedo sublinhou ainda: "Pedro Passos Coelho confirmou ter contactado com um membro do Governo angolano para o restabelecimento das relações com as administrações do BIC Angola e do BIC Portugal. Neste contexto, na sequência do conhecimento das novas avaliações, fica por esclarecer se o primeiro-ministro conhecia [em novembro de 2011] se o BPN, que se vendeu por 40 milhões de euros, valia mais de 100 milhões de euros".

O deputado do Bloco disse ainda que entregará 40 propostas de alteração ao relatório final da comissão de inquérito. "Vamos fazer 40 propostas de alteração ao relatório que nos foi proposto pelo deputado Duarte Pacheco, e basicamente as nossas propostas para além destas duas visam que o relatório final tenha equilíbrio e que seja tão crítico e severo para o Governo de José Sócrates como igualmente severo e critico para o atual governo que vendeu por 40 milhões um banco que valia 100 milhões de euros", afirmou.

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