terça-feira, 16 de outubro de 2012

Instabilidade e maioria absoluta


Esta Terça-feira amanhece com rumores que nos dão conta de que alguns deputados dos partidos da maioria vão manifestando a sua indignação provocada pelas palavras de Vítor Gaspar na apresentação da proposta de Orçamento para 2013. O Ministro das Finanças deu como dado adquirido a aprovação automática do seu plano de liquidação da economia portuguesa e já correm apostas quanto ao desfecho que terá o crescente mal-estar na coligação, tanto no CDS como também no PSD. Seria curioso que o Orçamento fosse aprovado graças a mais uma abstenção violenta do PS. Teremos que aguardar para verificar se esta escola de indignação passiva já se instalou como doutrina nas bancadas da maioria. Se tanta barulheira depois não se materializar nos votos contra que lhe correspondem, a conclusão só poderá ser uma: era gozo. Ou então uma qualquer perturbação provocada pela alusão à crise do têxtil protagonizada por aquelas portuguesas que ontem se desnudaram em frente ao Parlamento. Uma maioria completamente absoluta, tanta estabilidade e deu nisto. Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar tinham-se esquecido que a democracia tem destas coisas. E destas.

(editado)

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Esta Terça-feira amanhece com rumores que nos dão conta de que alguns deputados dos partidos da maioria vão manifestando a sua indignação provocada pelas palavras de Vítor Gaspar na apresentação da proposta de Orçamento para 2013. O Ministro das Finanças deu como dado adquirido a aprovação automática do seu plano de liquidação da economia portuguesa e já correm apostas quanto ao desfecho que terá o crescente mal-estar na coligação, tanto no CDS como também no PSD. Seria curioso que o Orçamento fosse aprovado graças a mais uma abstenção violenta do PS. Teremos que aguardar para verificar se esta escola de indignação passiva já se instalou como doutrina nas bancadas da maioria. Se tanta barulheira depois não se materializar nos votos contra que lhe correspondem, a conclusão só poderá ser uma: era gozo. Ou então uma qualquer perturbação provocada pela alusão à crise do têxtil protagonizada por aquelas portuguesas que ontem se desnudaram em frente ao Parlamento. Uma maioria completamente absoluta, tanta estabilidade e deu nisto. Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar tinham-se esquecido que a democracia tem destas coisas.