quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Fortunas à moda da casa

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) "parece ter entrado em conflito com o dever de servir o interesse público, passando a defender efusivamente interesses privados" no processo de implantação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal. Esta é a principal conclusão da tese de doutoramento apresentada na terça-feira, na Universidade do Minho, pelo investigador Sérgio Denicoli. O investigador aponta um grupo empresarial como o principal beneficiado: a Portugal Telecom (PT). "O processo foi feito de uma forma deliberada para não funcionar, de modo a favorecer as empresas de televisão por cabo", disse ao PÚBLICO.
Denicoli analisou, entre 2009 e 2012, o número de clientes das empresas que operam no mercado da televisão por cabo e constatou que a PT, através do Meo, teve um aumento de 185,7% de clientes (de 385 mil para 1,1 milhão de assinantes). Por outro lado, a Cabovisão cresceu 5,5% e a ZON 0,37%.

Vagamente relacionado: O órgão regulador das comunicações no Reino Unido, o Ofcom, informou que concluiu a transição da televisão analógica para digital em todo o país. (…) A transição para o sistema de TV digital-terrestre marca o fim de mais de 70 anos de transmissão analógica e durou cinco anos. Gradualmente, a Ofcom desligou os cinco canais nacionais de televisão analógica e substituiu-os por mais de 70 canais digitais e criou nova capacidade de serviços de banda larga móvel.
 


1 comentário:

Facebook share disse...

Quem lucrou com a TDT? A PT, através do Meo, teve um aumento de 185,7% de clientes (de 385 mil para 1,1 milhão de assinantes). Por outro lado, a Cabovisão cresceu 5,5% e a ZON 0,37%.