sábado, 20 de outubro de 2012

Ao princípio era o Sócrates (só o Sócrates) - 4


No penúltimo dia como Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro pediu ao Supremo Tribunal de Justiça para validar escutas em que intervém Passos Coelho. Segundo a edição do Expresso deste sábado, que cita uma fonte judicial, o primeiro-ministro “foi escutado fortuitamente no âmbito do processo Monte Branco", que envolve quatro banqueiros portugueses e suíços e um cambista, detidos em Maio por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Passos Coelho terá participado numa conversa telefónica escutada durante a investigação. Porém, o jornal não conseguiu apurar a identidade da pessoa sob escuta. 

Eventualmente relacionado: Questionado sobre se confia no ministro das Finanças, Fernando Ulrich respondeu que Vítor Gaspar "é uma pessoa extraordinariamente competente, muito inteligente, totalmente dedicada à causa que está a defender, que tem uma enorme credibilidade internacional".

Ainda mais vagamente: assumindo que foi “com muita perplexidade” que leu a notícia do semanário Expresso, Passos Coelho considerou ter havido uma quebra do segredo de justiça e sustentou que é preciso saber quem é o responsável. Por outro lado, disse estar “muito consciente” das suas conversas ao telefone e privadas e garantiu “não ter nenhum receio de que venham ao conhecimento público”. “Se a notícia tem fundamento, qualquer que seja a conversa tenho todo o prazer que essas escutas sejam tornadas públicas”, acrescentou.

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