segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ao princípio era o Sócrates (só o Sócrates) - 3

Durante as averiguações ao caso Monte Branco, a Polícia Judiciária “tropeçou” em conversas telefónicas que envolveram José Maria Ricciardi, do BESI, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Ricciardi, que estava a ser escutado no quadro da recolha de informações para ajudar a “desmantelar” a rede de fuga ao fisco liderada por Michel Canals, era, então, o consultor financeiro da Three Gorges e da China State Grid/ Oman Oil, os grupos chineses que venceram as privatizações da EDP e da REN.
Um dos contactos versou sobre a decisão do Ministério das Finanças de entregar, por ajuste directo, à norte-americana Perella Weinberg, a consultoria financeira das duas operações, decisão que gerou polémica na altura. Outro tema abordado prendeu-se com a proposta alemã.  Fontes policiais defendem que mesmo "não sendo ilícitas" as conversas” entre Ricciardi e Relvas, os contactos revelam a “enorme” informalidade que se estabelece ao mais alto nível, entre banqueiros e entidades oficiais.
A decisão seguida pelas Finanças de entregar à Perella, sem concurso, a assessoria financeira das privatizações das acções do Estado nas duas empresas, 21,35% da EDP e de 40% da REN, gerou polémica com a oposição a questionar o ministro Vítor Gaspar. (Público)

1 comentário:

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Um dos contactos versou sobre a decisão do Ministério das Finanças de entregar, por ajuste directo, à norte-americana Perella Weinberg, a consultoria financeira das duas operações, decisão que gerou polémica na altura. Outro tema abordado prendeu-se com a proposta alemã. Fontes policiais defendem que mesmo "não sendo ilícitas" as conversas” entre Ricciardi e Relvas, os contactos revelam a “enorme” informalidade que se estabelece ao mais alto nível, entre banqueiros e entidades oficiais.