domingo, 7 de outubro de 2012

Ao princípio, era o Sócrates (só o Sócrates)


A Tecnoforma, uma empresa de que Passos Coelho foi consultor e administrador, dominou por completo, na região Centro, um programa de formação profissional destinado a funcionários das autarquias que era tutelado por Miguel Relvas, então Secretário de Estado da Administração Local.  Os números são esmagadores: só em 2003, 82% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro do programa Foral, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa. Ao nível do país, no mesmo período, 26% das candidaturas privadas que foram viabilizadas foram também subscritas pela mesma empresa. Miguel Relvas era então o responsável político pelo programa.

A factualidade de uma empresa a que Passos Coelho esteve ligado ter sido favorecida no quadro do programa Foral foi sugerida em Junho por Helena Roseta, antiga presidente da Ordem dos Arquitectos. A actual vereadora da Câmara de Lisboa disse na televisão não se lembrar do nome da empresa, mas garantiu que Miguel Relvas lhe propôs um acordo, quando era secretário de Estado da Administração Local, com o objectivo de a Ordem se candidatar a um programa de formação destinado aos seus membros com dinheiro do Foral.

1 comentário:

FB Share disse...

O Sócrates é que era mau, um dia será este o mau e aparecerá outro para fazer bons os outros dois. PS, PSD e CDS. Depois há deputados a mais, mas são as pessoas que os preferem ou preferem não impedir que sejam eleitos. Cá para mim há para aí é estupidez a mais.