terça-feira, 30 de outubro de 2012

A democracia é uma chatice


Vivemos um período de intensa criatividade semântica. Depois de "fadiga do ajustamento" e de "refundação do memorando", o neologismo do dia é "ditadura do Tribunal Constitucional". É uma verdadeira chatice sentir o prazo de validade a expirar, ter pressa de terminar um desmantelamento ainda inacabado e ser travado pela existência de uma Constituição que separa e delimita poderes. Poderia não ser assim. Em boa verdade, nem sempre é assim. Quando um Plano Director Municipal atrapalha o enriquecimento de alguém, altera-se esse PDM. Por que não fazer o mesmo com a Constituição? Por que não alterar também o Código Penal e permitir aos Ulrich desta vida rapinarem directamente das contas dos clientes os euros necessários para reequilibrarem as contas lá do banco sem que tal gesto patriótico seja considerado roubo? A democracia é mesmo uma chatice.
 


 

(editado)

2 comentários:

Facebook request disse...

Vivemos um período de intensa criatividade semântica. Depois de "fadiga do ajustamento" e de "refundação do memorando", o neologismo do dia é "ditadura do Tribunal Constitucional". É uma verdadeira chatice sentir o prazo de validade a expirar, ter pressa de terminar um desmantelamento ainda inacabado e ser travado pela existência de uma Constituição que separa e delimita poderes. Poderia não ser assim. Em boa verdade, nem sempre é assim. Quando um Plano Director Municipal atrapalha o enriquecimento de alguém, altera-se esse PDM. Por que não fazer o mesmo com a Constituição? Por que não alterar também a lei e permitir aos Ulrich desta vida rapinar os euros necessários para reequilibrar as contas lá do banco sem que tal seja considerado roubo? A democracia é mesmo uma chatice.

Cravo disse...

Mais uma pérola deste sujeito. Perguntar-lhe se há corrupção em Angola é como perguntar a uma doninha fedorenta se o porco cheira mal:
http://angolalibre.e-monsite.com/pages/content/sociedade/ulrich-diz-que-nao-ha-corrupca.html