domingo, 7 de outubro de 2012

A bomba


Um estudo da Nielsen, relativo ao segundo quadrimestre de 2012, concluiu que um terço dos portugueses chega ao final do mês sem dinheiro e que, além de estarem preocupados com o aumento no custo de vida, apontam como segunda fonte de inquietação, antes até da segurança no emprego, o pagamento das despesas correntes, como a água ou a luz. As insolvências de particulares subiram 83% nos primeiros nove meses deste ano (8964. Esta é a realidade antes da subida brutal no IRS e no IMI que ocorrerá em 2013. A aceleração das devoluções de imóveis à banca engordará os seus fundos imobiliários que, por sinal, estão isentos de IMI. Os incumprimentos acelerarão o ritmo de crescimento das imparidades do sector financeiro. Acrescente-se a tudo isto uma subida exponencial no número de falências, no desemprego, na fome e na miséria. A manter-se a trilha austeritária, estão reunidas as condições para que seja necessário um novo resgate à banca a pagar pelos mesmos de sempre com os seus salários, com a colecta dos seus impostos, com os seus serviços públicos  e com os seus direitos sociais e laborais. Agora é que não há alternativa. Rua.

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Um estudo da Nielsen, relativo ao segundo quadrimestre de 2012, concluiu que um terço dos portugueses chega ao final do mês sem dinheiro e que, além de estarem preocupados com o aumento no custo de vida, apontam como segunda fonte de inquietação, antes até da segurança no emprego, o pagamento das despesas correntes, como a água ou a luz. As insolvências de particulares subiram 83% nos primeiros nove meses deste ano (8964. Esta é a realidade antes da subida brutal no IRS e no IMI que ocorrerá em 2013. A aceleração das devoluções de imóveis à banca engordará os seus fundos imobiliários que, por sinal, estão isentos de IMI. Os incumprimentos acelerarão o ritmo de crescimento das imparidades do sector financeiro. Acrescente-se a tudo isto uma subida exponencial no número de falências, no desemprego, na fome e na miséria. A manter-se a trilha austeritária, estão reunidas as condições para que seja necessário um novo resgate à banca a pagar pelos mesmos de sempre com os seus salários, com a colecta dos seus impostos, com os seus serviços públicos e com os seus direitos sociais e laborais. Agora é que não há alternativa. Rua.