sábado, 29 de setembro de 2012

Gostei de ler (e das t-shirts): "charroque da prrofundurra"


 
«Tinha side um almoce bem passáde naquele dia 15 de setembrro, pxinhe assáde, batatinha czida e um bom vinhe pá afegárr o pêxe. A malta começou tude com desculpas que tinha que fazerr e acontecerr e eu alembrrei-os pa nã se odesquecerrem de irr á manifestação, iste no case de se andarrem a sentirr aperrtádes...é clárre que munta malta nã vai porrque nunca sentiu outrra coisa, semprre uma vida de labuta e até pensem que isse é norrmal. Ma nã é, acrreditem q'este nove hitlerr porrtuguês, o nove regime fascista eurrupeu, a trroika ca mérrda do FMI têm que evapurrárr daqui prra fórra. Juntes vames conseguirr, eu sei. Antes da manif táva sózinhe e pensei, apá tênhe que fazerr qualquerr coisa pa soltárr alguma adrrenalina. Lembrrei-me logue de outrres tempes em quieu tinha mai tempe e fui masé terr cu mê prrime zarroulhe e pedirr-lhe a mota zundap emprrestáda e fui relembrrárr os vêlhes tempes...aquile nã pegou logue às prrimêrras, começou a tussirr um bocáde, depois a cacaquerrejárr e ódespois lá arrancou. Capacete no alte da cabeça cheie da estile lá fui, nã admirráva nada que tude olháva prra mim, as pessoas é que dão munte valorr ó dnhêrre e pensem quié porr terrem uma Harrley Deivissom que têm mai estile. Fui andande ca bicha até à volta da pedrra, fazende alguns êsses e currvinhas deitáde prra me habituárr áquile. Parrei pa beberr um café e um bagacinhe só prra aquecerr o motorr, já táva fárrte daquelas converrsas da malta do campe que só falem de batatas e couves e vim-me emborra. Voltei prra setúbal e quande cumeça a chegarr o fim de airres, logue asseguirr ós hamburrgêrres de minhóca, deitei-me toude nessa currva caté chêrrave de perrte o alcatrrão!  Um bocáde depois já sabem que cumeça a descerr e cu culminárr é même a descida da cubata! Apá...cumecei a acelarrárr, o punhe já táva toude esticadinhe du máxime, a parrtirr dali só su parrtisse. Foi então quieu fiz aquele grrande numarro de ficarr toude emprracháde porr cima da mota pa ganharr mais uns digitos de kilometrros á hórra. Ali deitáde em cima da zundap, a sentirr o vento dirrectamente dus olhes, os muscles da cárra a serrem abanádes, senti-me uma liberrtação, senti-me livrre, senti que me crria sentirr mai vezes assim e que nã me deixam. Apá com este pensamente só parrei em casa, faltavem 5 minutes pás 17h e eu tinha um encontrro com o povo setubalense prra conquistárr de volta o que é nósso. » - charroque da prrofundurra.

2 comentários:

facebook sharre disse...

«Tinha side um almoce bem passáde naquele dia 15 de setembrro, pxinhe assáde, batatinha czida e um bom vinhe pá afegárr o pêxe. A malta começou tude com desculpas que tinha que fazerr e acontecerr e eu alembrrei-os pa nã se odesquecerrem de irr á manifestação, iste no case de se andarrem a sentirr aperrtádes...é clárre que munta malta nã vai porrque nunca sentiu outrra coisa, semprre uma vida de labuta e até pensem que isse é norrmal. Ma nã é, acrreditem q'este nove hitlerr porrtuguês, o nove regime fascista eurrupeu, a trroika ca mérrda do FMI têm que evapurrárr daqui prra fórra. Juntes vames conseguirr, eu sei. Antes da manif táva sózinhe e pensei, apá tênhe que fazerr qualquerr coisa pa soltárr alguma adrrenalina. (...)»

lidiasantos almeida sousa disse...

Adoro humoristas com grande imaginação. Parabéns porque me diverti bastante e foi de borla até que os asnos que estão a governar não se lembrei de tachar os blogs