sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Gingle Bell, Gingle bell


De acordo com os dados publicados esta sexta feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), depois de nos primeiros três meses de 2012se ter verificado um défice de 7,8%, no segundo trimestre, fruto do  roubo do subsídio de Férias ainda não devolvido aos funcionários públicos, verificou-se um saldo negativo de 5,9%. No total do semestre, as contas públicas apresentaram um défice de 6,8%, bastante acima da meta de 5% que o Governo acordou com a troika. Em reacção a este fracasso colossal da estratégia suicidária que tem adoptado, O Governo aproveitou a ocasião para deixar um recado a todos e a todas que eventualmente julguem desnecessária a sua participação na manifestação de amanhã: será necessário recorrer a receitas extraordinárias até ao final do ano para que seja possível atingir o objectivo 5%. Não sei por quê, lembrei-me do Natal.


• Vagamente relacionado: o Governo tem de apresentar o Orçamento de Estado no Parlamento no próximo dia 15 de Outubro e, para além dos cortes nos salários e pensões que estará a preparar e não tem coragem de admitir, os Ministérios do Emprego e Segurança Social estão, de acordo com vários jornais, a ultimar um corte no tempo e valor dos subsídios de desemprego. É de lembrar que ainda há menos de um ano as condições do subsídio de desemprego foram alteradas e que hoje cerca de metade dos desempregados "oficiais" não têm qualquer apoio. Uma das ideias que o Público lança é que os Ministros Mota Soares e Álvaro estarão a pensar acabar com a salvaguarda para os trabalhadores actuais, medida que pode ser inconstitucional, visto que pode quebrar os princípios da confiança e da estabilidade dos contratos, tendo em conta que o subsídio de desemprego é, de facto, uma prestação social contributiva, para a qual os trabalhadores contribuem todos os meses. No orçamento de estado de 2012, o Ministério de Pedro Mota Soares previa "poupar" 1% do orçamento em subsídios de desemprego e é certo que terá derrapado estrondosamente nessa meta, uma vez que, por causa do regime de austeridade do Governo, o número de desempregados subiu astronomicamente. Este ano, o Governo pensa restringir ainda mais o acesso a esta prestação social, deixando milhares de famílias à sua própria mercê e na mais completa pobreza. (daqui)

1 comentário:

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De acordo com os dados publicados esta sexta feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), depois de nos primeiros três meses de 2012se ter verificado um défice de 7,8%, no segundo trimestre, fruto do roubo do subsídio de Férias ainda não devolvido aos funcionários públicos, verificou-se um saldo negativo de 5,9%. No total do semestre, as contas públicas apresentaram um défice de 6,8%, bastante acima da meta de 5% que o Governo acordou com a troika. Em reacção a este fracasso colossal da estratégia suicidária que tem adoptado, O Governo aproveitou a ocasião para deixar um recado a todos e a todas que eventualmente julguem desnecessária a sua participação na manifestação de amanhã: será necessário recorrer a receitas extraordinárias até ao final do ano para que seja possível atingir o objectivo 5%. Não sei por quê, lembrei-me do Natal.