quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eles tiveram outra ideia

É mais uma pérola da austeridade selectiva deste Governo. Os professores do ensino superior vão ficar a salvo dos congelamentos decretados para a função pública e, no próximo ano, a progressão na carreira destes docentes voltará a ser acompanhada dos respectivos aumentos salariais. Nada contra os descongelamentos salariais e muito menos contra o direito a uma carreira, antes pelo contrário. O crescimento económico e a criação de emprego necessitam de poder de compra como de pão para a boca e falar em aumentar a produtividade de costas voltadas para a motivação de quem trabalha é dizer umas coisas sem saber o que se diz. Porém, para alem de não encontrar qualquer fundamento para esta forma de discriminação positiva deste grupo socioprofissional, quer relativamente aos tão maltratados colegas de outros graus de ensino, quer ainda relativamente a todos os restantes trabalhadores da administração pública, os severos cortes orçamentais e a quebra nas receitas próprias das instituições do ensino superior decorrentes da diminuição do número de alunos inscritos que se antecipam para 2013 obrigam a que a contrapartida dos aumentos salariais noticiados seja a redução de despesas de funcionamento já anteriormente reduzidas, o que compromete a qualidade do ensino, reduções na acção social escolar, já manifestamente insuficiente, e/ou até mesmo reduções nos efectivos de pessoal docente ou não docente, o que, havendo imperativos legaisda lavra deste Governo que proíbem   que a massa salarial dos anos anteriores seja excedida, significaria aumentar salários à custa de despedimentos ou de reduções salariais de outros funcionários. Em qualquer dos casos, vê-se claramente a marca de uma loucura que anda por aí à solta, cada vez mais livre e atrevida.

(editado)

1 comentário:

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É mais uma pérola da austeridade selectiva deste Governo. Os professores do ensino superior vão ficar a salvo dos congelamentos decretados para a função pública e, no próximo ano, a progressão na carreira destes docentes voltará a ser acompanhada dos respectivos aumentos salariais. Nada contra os descongelamentos salariais e muito menos contra o direito a uma carreira, antes pelo contrário. O crescimento económico e a criação de emprego necessitam de poder de compra como de pão para a boca e falar em aumentar a produtividade de costas voltadas para a motivação de quem trabalha é dizer umas coisas sem saber o que se diz. Porém, para alem de não encontrar qualquer fundamento para esta forma de discriminação positiva deste grupo socioprofissional, quer relativamente aos seus colegas de outros graus de ensino, quer ainda relativamente a todos os restantes trabalhadores da administração pública, os severos cortes orçamentais e a quebra nas receitas próprias das instituições do ensino superior decorrentes da diminuição do número de alunos inscritos que se antecipam para 2013 obrigam a que a contrapartida dos aumentos salariais noticiados seja a redução de despesas de funcionamento já anteriormente reduzidas, o que compromete a qualidade do ensino, reduções na acção social escolar, já manifestamente insuficiente, e/ou até mesmo reduções nos efectivos do pessoal não docente, o que significaria aumentar salários à custa de despedimentos. Em qualquer dos casos, vê-se claramente a marca de uma loucura que anda por aí à solta, cada vez mais livre e atrevida.