terça-feira, 10 de julho de 2012

Um Portugal equivalente

E cá estamos nós, em novos processos de equivalência. Aquele que obteve equivalência a timoneiro encarregado de conduzir as finanças do país ao rumo certo, o tal Gaspar que insiste em equivalentes de políticas de prosperidade, garante que o Governo está empenhado em engendrar uma estratégia que equivalha em valor ao corte de subsídios de férias e de Natal que, relembre-se, obteve recentemente a sua equivalência de constitucionalidade para poder vigorar em 2012. A nova equivalência, assegura o equivalente a Ministro, deverá garantir o equivalente a consenso político e social, que é como quem diz, do lado político, uma concordância do PS e da UGT sobre um equivalente aos compromissos assumidos respectivamente com o seu eleitorado e os seus sindicalizados e, do lado social, ao equivalente de paz social que menos sobressaltos causa a fazedores de calamidades como Gaspar.

Poderia ser diferente? Claro que sim. Bastaria que o equivalente de governação em representação do interesse público que temos se dignasse a renegociar o empréstimo externo de forma a substituir os 34 mil milhões em juros que por ele pagamos por um equivalente mais justo, que encontrasse equivalente semelhante para os 60 mil milhões que pagaremos pelos contratos leoninos das PPP até 2040 e, no mesmo sentido, que as grandes fortunas fossem postas a contribuir com um equivalente proporcional às suas posses daquilo que é imposto a pobres e remediados como forma de lhes dar a equivalência a ricos. Seria equivalente, mas claro que não seria a mesma coisa.

Pois quem esteja farto deste já longo processo consentido de equivalências a que Portugal vem sendo sujeito, que não se limite a contentar-se em fazer o equivalente àquilo que é o dever de todos nós. Viver não é nenhum equivalente de sobreviver. O enriquecimento de uma maioria não pode continuar a encontrar equivalente no empobrecimento da maioria à custa do qual é obtido. Tantas equivalências tornam necessário clarificá-lo, em palavras e em reacções, que um país em processo de desintegração a acelerar, com desemprego, fome e a empobrecer mais e mais a cada dia que passa, não é nenhum equivalente de "Portugal no bom caminho". A menos que, sem que nos tenhamos apercebido, entretanto, a mentira já tenha obtido equivalência a verdade. Que eu saiba, não debitaram nada ao respeito nos telejornais. Ainda.

(editado e equivalentes)

1 comentário:

FB Requesto disse...

E cá estamos nós, em novos processos de equivalência. Aquele que obteve equivalência a timoneiro encarregado de conduzir as finanças do país ao rumo certo, o tal Gaspar que insiste em equivalentes a políticas de prosperidade, garante que o Governo está empenhado em engendrar uma estratégia que equivalha em valor ao corte de subsídios de férias e de Natal que, relembre-se, obteve recentemente a sua equivalência de constitucionalidade para poder vigorar em 2012. A nova equivalência, assegura o equivalente a Ministro, deverá assegurar o equivalente a consenso político e social, que é como quem diz, do lado político, uma concordância do PS e da UGT sobre um equivalente aos compromissos assumidos respectivamente com o seu eleitorado e os seus sindicalizados e, do lado social, ao equivalente de paz social que menos sobressaltos causa a fazedores de calamidades como Gaspar.