sábado, 14 de julho de 2012

Portugal, o não assunto

Quando o país já se convencia que Nuno Crato estaria de férias ou, pior ainda, morto, o PÚBLICO avança que ontem, sexta-feira, o ministro Nuno Crato ordenou ao novo inspector-geral de Educação, Luís Capela, que iniciasse, na próxima semana, uma auditoria à Lusófona em consequência do escândalo da licenciatura do ministro Miguel Relvas. A ser verdade, Nuno Crato fez o que lhe competia, fez muito bem.

E eis que entramos definitivamente numa nova fase desta história rocambolesca. Vemos, agora, o Governo partido em dois. De um lado, há um grupo, comandado por Pedro Passos Coelho, que, ao mesmo tempo que tenta disfarçar que Relvas está politicamente morto, procura ressuscitá-lo para agradar ao amo. No outro grupo estão os que, ao distanciarem-se de Relvas para sobreviverem ao escrutínio da opinião pública, morrem aos olhos do chefe do gang. Isto aparentemente, claro. É uma leitura apenas lógica.

Mas quem é que disse que os portugueses são lógicos? Longe de toda esta trapalhada, o “não assunto” é a catástrofe económica e social que se abate violentamente sobre o país. Há para aí alguma gente a fazer um grande estardalhaço, pedindo a cabeça de Relvas, como se os problemas do país desaparecessem caso Pedro Passos Coelho finalmente se decidisse a substituir Miguel Relvas por uma sua equivalência que não desse tanto nas vistas. É fazer-lhes o mesmo que à catástrofe, ignorá-los: o PSD até subiu nas sondagens e a coligação PSD-CDS renovaria a maioria caso as eleições fossem amanhã. Pedro Passos Coelho tem toda a razão. O Governo vive. Relvas é um não assunto., não há por que demiti-lo. E Portugal continua no bom caminho.

1 comentário:

Anónimo disse...

Longe de toda esta trapalhada, o “não assunto” é a catástrofe económica e social que se abate violentamente sobre o país. Há para aí alguma gente a fazer um grande estardalhaço, pedindo a cabeça de Relvas, como se os problemas do país desaparecessem caso Pedro Passos Coelho finalmente se decidisse a substituir Miguel Relvas por uma sua equivalência que não desse tanto nas vistas. É fazer-lhes o mesmo que à catástrofe, ignorá-los: o PSD até subiu nas sondagens e a coligação PSD-CDS renovaria a maioria caso as eleições fossem amanhã. Pedro Passos Coelho tem toda a razão. O Governo vive. Relvas é um não assunto., não há por que demiti-lo. E Portugal continua no bom caminho.