sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ficou sem emprego? Foi sem querer, amiguinh@

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa deu como provado que, em Setembro passado, devido a uma intervenção na aplicação informática utilizada pela Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) para a colocação de professores, esta “não permitia às escolas a inserção dos horários como anuais, reconduzindo-os para a opção temporária”. O Ministério Público (MP) junto do DIAP decidiu, contudo, arquivar o inquérito suscitado por uma queixa da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) “ por não terem sido recolhidos indícios da prática dos crimes denunciados ou de outros”, afirma-se num despacho datado de 9 de Junho e que foi divulgado esta sexta-feira.

Resumindo: o caso não chega sequer a ir a julgamento e não há qualquer apuramento de responsabilidades. Os culpados, e houve culpados, não sofrerão qualquer sanção e mantêm o emprego. Os professores que ou tenham ficado desempregados ou a trabalhar mais longe de casa com toda a certeza que estarão muito mais conformados depois de saberem que, ao menos é o que “garante” o MP, “foi sem querer”. Fica para a próxima, se houver próxima e se não houver mais erros, com sem querer. Sobre as indemnizações que minimizariam os prejuízos a quem saiu lesado desta vergonha, nem uma palavra. "A situação que o país atravessa"... há tanto tempo.

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