terça-feira, 3 de julho de 2012

Falidos mas "credíveis"

A crise que o país vive e o ritmo a que esta acelera podem ser quantificados pela escalada dos processos de insolvência nos tribunais portugueses. No primeiro semestre deste ano, as falências judiciais aumentaram 83% face ao mesmo período de 2011, alcançando praticamente a barreira das dez mil e a um ritmo de 53 por dia.

Esta subida continua a ser protagonizada essencialmente pelas famílias em dificuldades financeiras, que já representam quase 65% dos casos que chegam à justiça. Os anúncios publicados em Diário da República assinalam 9637 processos de insolvência em Portugal entre Janeiro e Junho, número que compara com os 5274 registado durante o mesmo período em 2011. Deste número, referente ao primeiro semestre deste ano, o número de famílias arrastadas para a insolvência aumentou o seu peso no total, mais do que duplicando em termos absolutos, atingindo um total de 6228. Este valor compara com os 3102 processos registados no mesmo período de 2011, mas a diferença é muito mais substancial quando analisados os dados de 2008, ano em que se verificaram 408 casos). Neste momento, 34 pessoas são declaradas falidas todos os dias em Portugal.

O rigor e a competência do nosso Governo, recorde-se, apontaram o empobrecimento como a porta de saída da crise. Pese embora a imagem vendida de Portugal como uma grande orquestra que toca afinadinha para projectar uma suposta credibilidade externa que, diz-se sem que se observe uma descida significativa nos juros da nossa dívida nos mercados que o comprove, nunca conheceu melhores dias, são a explosão de uma bolha imobiliária e nova ajuda ao sector financeiro que se vão desenhando no horizonte com cada vez mais nitidez à medida que o tempo passa.

1 comentário:

FB Request disse...

34 pessoas são declaradas falidas todos os dias em Portugal. O rigor e a competência do nosso Governo, recorde-se, apontaram o empobrecimento como a porta de saída da crise. Pese embora a imagem vendida de Portugal como uma grande orquestra que toca afinadinha para projectar uma suposta credibilidade externa que, diz-se sem que se observe uma descida significativa nos juros da nossa dívida nos mercados que o comprove, nunca conheceu melhores dias, são a explosão de uma bolha imobiliária e nova ajuda ao sector financeiro que se vão desenhando no horizonte com cada vez mais nitidez à medida que o tempo passa.