quarta-feira, 6 de junho de 2012

Olha que fácil

A partir do próximo ano lectivo, os alunos com mais de 18 anos, e que estão por isso fora da escolaridade obrigatória, podem ser expulsos da escola e impedidos de regressar durante mais dois anos. Ou seja, são expulsos num ano lectivo e não poderão regressar nos dois anos seguintes. A questão que se coloca é: e expulsos para onde? Para a rua, evidentemente. O Ministério da Educação e o Ministério da Administração Interna terão chegado a acordo quanto a um programa de combate à ociosidade nas polícias. De fora da cobardia desta opção irresponsável fica uma resposta para tantos e tantos casos de jovens que a sociedade tem por obrigação integrar. É para isso que existem escolas, é essa uma das finalidades do Ensino. 

Não estou amarrado a nenhum dogma ideológico que me agrilhoe à defesa de uma integração feita em turmas com alunos sobre os quais estes casos mais difíceis sempre exercem uma influência negativa. Também sei que é necessária uma formação especial, vontade e perfil para lidar com eles e que o que foi feito até aqui foi ignorar tais variáveis e colocar professores impreparados e – por que não assumi-lo? – contrariados a terem que suportar o calvário de aulas transformadas num circo por rapazolas com caras de mau que fazem desse o seu desporto preferido. Professores atirados às feras e alunos problemáticos nas mesmas turmas com outros que não o são são dois problemas, não apenas um. 

Voltando um pouco atrás, temos um Ministério da Educação, não um Ministério da Rua. Nuno Crato tem que dar respostas aos problemas. E temos aqui um grande problema. Não basta sair-se com umas lérias ditas com cara de mau que não resolvem outro que não o da sua necessidade de afirmação junto das franjas mais trauliteiras da sociedade portuguesa. Para Nuno Crato, o lugar dos rufias é na rua. Seja. Para além das incontáveis provas de incompetência, impossíveis de mascarar com a imitação da chuva de reformas e mais reformas de todos os seus antecessores, ao contrário de todos aqueles que hoje empurra para a marginalidade, já não é nenhum miúdo para que se aposte sequer um feijão na sua regeneração. Crato tem-se progressivamente confirmado como um bluff. Nem meio feijão.

5 comentários:

FB Request disse...

A partir do próximo ano lectivo, os alunos com mais de 18 anos, e que estão por isso fora da escolaridade obrigatória, podem ser expulsos da escola e impedidos de regressar durante mais dois anos. Ou seja, são expulsos num ano lectivo e não poderão regressar nos dois anos seguintes. A questão que se coloca é: e expulsos para onde? Para a rua, evidentemente. O Ministério da Educação e o Ministério da Administração Interna terão chegado a acordo quanto a um programa de combate à ociosidade nas polícias. De fora da cobardia desta opção irresponsável fica uma resposta para tantos e tantos casos de jovens que a sociedade tem por obrigação integrar. É para isso que existem escolas, é essa uma das finalidades do Ensino.

Anónimo disse...

A educação não se recebe na escola, recebe-se em casa. Se os rapazes não são educados em casa, nunca terão educação na escola. São frequentes os casos em que os rapazes armam problemas na escola e vêm os paizinhos defendê-los e ameaçar ou agredir professores e funcionários. Para estes casos nem o problema nem a solução estão na escola. O problema está no seio familiar, e a escola tem a obrigação de correr com os sabotadores para dar espaço e ambiente de estudo para quem realmente quer estudar. Liberdade não pode ser confundida com libertinagem. É dar-lhes liberdade para irem criar problemas noutro lugar que não numa instituição de grande responsabilidade paga com o dinheiro dos nossos impostos. Esta decisão peca por tardia e por ser só para maiores de 18 anos.

Paulo Dias disse...

As escolas servem para integrar na sociedade alunos problemáticos, isto é, violentos, criminosos, etc.???

O lugar destes sujeitos não é na rua, é na prisão!

Fala do que sabes e não venhas para aqui com os teus tiques esquerdistas.

Se andasses a levar na tromba, a ser ameaçado de morte ou coisa do género, talvez não escrevesses patacoadas.

Anónimo disse...

Devaneios.
Para que serve um aluno do tipo marhinal numa escola? ainda por cima fora da idade de escolaridade obrigatória????
Será sensato abrir-lhe as portas até quando eele quiser e lhe apetecer?
Os ouytos alunoa não têm o direito de ter uma escola que propicie o seu desencolvimento intelectual e humano!!!!
O povo diz e com razão:
Num saco uma maçã podre faz apodrecer todas as ouyras.
Sugestão Comprometa-se aom a apredizagewm desse reçapso e leveo para junto fod deus filhos que se calhar nem tem e é daqueles que empurra para os outros a resolução dos problemas

Filipe Tourais disse...

Não escrevi nada do que apontam, pelo que me resta convidá-los a reler o post. E sim, talvez seja isto que nos separe, educar é função da escola, não apenas dos pais.