quarta-feira, 16 de maio de 2012

Por falar em "radicalismo"

Num momento em que, mais do que nunca e por motivos óbvios, a palavra “radicalismo” anda no ar, o radicalismo que reina em paz cá na terra voltou a dar sinais de si. A taxa de desemprego real em Portugal rondou os 20% nos primeiros três meses deste ano, o que corresponde a mais de um milhão de desempregados, se a contabilização incluir a população que não procurou emprego nas últimas semanas antes de ser inquirida pelo INE. A diferença é enorme face aos valores oficiais divulgados para a taxa de desemprego, que são de 14,9% para o primeiro trimestre deste ano 14,0% para os últimos três meses do ano passado, e também face ao número de desempregados oficiais, que se situa em respectivamente 819,3 mil e 771 mil, qualquer deles uma enormidade, ainda que não espelhe fielmente a realidade. Se dúvidas persistissem quanto à repetição da tragédia grega entre nós, aqui está o resultado da implementação das mesmas políticas que destruíram a economia grega e que levam a nossa pelo mesmo caminho.
É a maior taxa de desemprego de sempre e o maior crescimento em apenas três meses. E, repare-se, segundo a imprensa, quem são os radicais? Não são os arquitectos deste descalabro, nem a subespécie de amos que ameaçam quem ouse afrontar a sua autoridade, nem a variante de servos que ainda gozam com a miséria que semeiam, identificando-lhe “oportunidades”. Radicais são todos aqueles que tentem libertar-se deste radicalismo do fracasso, que se quer obrigatório por mais calamitoso que se revele. “É assim porque tem que ser assim”, repetem-no.
E não tem que ser assim, nem pode continuar a ser assim durante muito mais tempo. Já ganhou estatuto de evidência que andaremos de pior em pior enquanto persistir a tolerância a este radicalismo do descalabro a que os radicais da catequização da imprensa vendem  como o “consenso europeu”. Venha a mudança e rapidamente. A Europa não pode ficar 16 meses à espera das eleições alemãs.

(editado)

2 comentários:

FB REQUEST disse...

Num momento em que, mais do que nunca e por motivos óbvios, a palavra “radicalismo” anda no ar, o radicalismo que reina na Terra voltou a dar sinais de si. A taxa de desemprego real em Portugal rondou os 20% nos primeiros três meses deste ano, o que corresponde a mais de um milhão de desempregados.

Todos ao Pankrassio e fé em Zeus disse...

isso seria esquecer que do desemprego de facto há uns 100 mil que se foram para a suiça e holanda nestes anos e estão no sub-emprego por lá

hontem partiram mais três buses à aventura um era da barraqueiro o outro español o outro acho quera um bus alemón ou do luxe'm

a crise é tanta quinté nem temos gasoil pra competir com o transporte eurropeu
Logo população desempregAda efectiva com 30 mil no Algarve
é só extrapolar pró resto
há de certezinha mais de 3 milhões além dos 800 mil do emprego ligado ao estado e empresas estatais

1 milhão contando com o pessoal nos biscates certamente