quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mais meia dúzia de árvores das patacas

O Tribunal de Contas diz-se enganado no processo que terminou com a renegociação das seis subconcessões - Baixo Tejo, Litoral Oeste, Algarve Litoral, Baixo Alentejo, Douro Interior e AE Transmontana. Diz o TC que, após a recusa inicial de visto a cinco destas seis renegociações, que fundamentou na clara deterioração das condições contratuais para o outorgante Estado, o Governo apresentou então novos contratos, que aparentemente resolviam essa situação, tendo conseguido obter os desejados vistos prévios. No entanto, a realizar a auditoria que agora apresenta oficialmente, o Tribunal de Contas diz ter descoberto contratos que não lhe foram apresentados nesse segundo momento do pedido de visto prévio e em que estavam previstas "compensações contingentes" para os subconcessionários em valor equivalente àquele que justificou a recusa inicial, 705 milhões de euros.
A ser como relata o Tribunal de Contas, estamos perante uma situação que implica não apenas a nulidade de contratos que nunca obteriam o visto do TC, como ainda procedimentos criminais a instaurar aos responsáveis pela prestação de declarações falsas, que depois se consumou numa burla de largos milhões a todos os contribuintes. É ficar à espera do que fará a Justiça com a pressão sobre si exercida pelos partidos que tão bem têm representado os interesses dos felizes contemplados com mais estas seis árvores das patacas plantadas “acima das nossas possibilidades”. É tão ladrão quem as plantou como será quem as deixe crescer sem lhes dar o único tratamento que se adequa às ervas daninhas. Depois, será ver o que os portugueses fazem com os votos que permitem manter ou correr com quem representa outros interesses que não os seus. Se os mantiverem, ou aos primeiros, ou aos segundos, pouco importa quais, então é porque está tudo bem. Nesse caso, esqueçam tudo o que leram nestas linhas: o maluco sou eu.

1 comentário:

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O Tribunal de Contas diz-se enganado no processo que terminou com a renegociação das seis subconcessões - Baixo Tejo, Litoral Oeste, Algarve Litoral, Baixo Alentejo, Douro Interior e AE Transmontana. Diz o TC que, após a recusa inicial de visto a cinco destas seis renegociações, que fundamentou na clara deterioração das condições contratuais para o outorgante Estado, o Governo apresentou então novos contratos, que aparentemente resolviam essa situação, tendo conseguido obter os desejados vistos prévios. No entanto, a realizar a auditoria que agora apresenta oficialmente, o Tribunal de Contas diz ter descoberto contratos que não lhe foram apresentados nesse segundo momento do pedido de visto prévio e em que estavam previstas "compensações contingentes" para os subconcessionários em valor equivalente àquele que justificou a recusa inicial, 705 milhões de euros.