domingo, 20 de maio de 2012

Gostei de ler: “Portugueses, timorenses e Cavaco”, por Carlos Esperança

«Os portugueses e os timorenses são mesmo povos irmãos. Ambos adoram que Cavaco permaneça em Díli. Só nos afastamos no regresso, os timorenses continuarão felizes.
Para os anticavaquistas, um grupo de portugueses que aumenta ao ritmo da população de Timor-Leste, este périplo constitui um desperdício para o erário público. A comitiva nem esperou pelos pastéis de nata com recheio de cerejas, uma iniciativa comercial com que o Fundão quis entrar no cluster dos pastéis de nata. Podiam ser objeto de promoção no Oriente.
...
Deixemos de ser derrotistas. É bonito ver o PR aclamado pelo povo. Em Timor. Este presidente faz falta. A Pátria, sem ele, é como um funeral sem viola.
Houve quem insinuasse que a viagem, com evidente sentido patriótico, foi um pretexto para fugir às vaias no estádio do Jamor durante a disputa futebolística da Taça de Portugal. Pura intriga. A comunicação social anunciou que a visita à Indonésia, além do interesse económico, se destina a retribuir a viagem de Sukarno a Portugal em 1960.
Eu julgava que as dívidas de cortesia eram como as outras, prescreviam com o tempo, além de Sukarno ter sido um ditador e continuar morto desde 1970. Afinal, a diplomacia manda retribuir as viagens alheias, mesmo as de dignitários em adiantado estado de defunção. Só agora percebi as viagens de Paulo Portas ao Vaticano, foi para retribuir a visita do cardeal Guido de Vico a D. Afonso Henriques.
Era destas coisas que se devia encarregar o Fernando Lima, agora que o problema das escutas está definitivamente esquecido. Devia avisar o PR de que Sukarno extinguiu os partidos políticos e, com ele, não havia efetivamente alternância de poder. Não devemos confundir a dívida do PR português para com o falecido presidente indonésio com o estudo de outras formas de democracia.
Temos motivos de orgulho. A fraude fiscal, numa operação de mais de mil milhões de euros, descoberta com a ajuda de Duarte Lima, mostra que não somos pelintras. E quantos países se podem orgulhar de queimar 19 toneladas de velas, num só dia, como aconteceu em Fátima no último 13 de maio?» - Carlos Esperança, no Facebook. Parabéns ao autor.

1 comentário:

FB Request disse...

Temos motivos de orgulho. A fraude fiscal, numa operação de mais de mil milhões de euros, descoberta com a ajuda de Duarte Lima, mostra que não somos pelintras. E quantos países se podem orgulhar de queimar 19 toneladas de velas, num só dia, como aconteceu em Fátima no último 13 de maio?» - Carlos Esperança, no Facebook.