sexta-feira, 25 de maio de 2012

Adelino vai, Miguel fica

Segundo rezam as más línguas, o Ministério Público terá encontrado nos telemóveis do ex-espião Jorge Silva Carvalho mensagens trocadas com Adelino Cunha, adjunto do gabinete de Miguel Relvas, nas quais combinaram falar através de um telefone fixo, é referida uma ligação através dos telefones da Presidência do Conselho de Ministros e concordam em encontrar-se para beberem um café no Hotel Tivoli. Tudo às escondidas de Miguel Relvas, que já estava fartinho de avisá-lo que não queria cafeínas governamentais misturadas com as das secretas. Descoberta a marosca, Adelino Cunha, temendo que Miguel Relvas lhe chegasse a roupa ao pêlo por andar a enganá-lo, apressou-se a pedir a demissão. Pedido aceite. Adelino vai, Miguel fica. Assim se prova que misturar cafeínas às escondidas é mais prejudicial ao consenso austeritário emergente com aroma de crescimento, tão importante para projectar “lá fora” uma imagem de Portugal como modelo de coesão capaz de recuperar a nossa credibilidade, do que propriamente instrumentalizar as secretas para obter informações a utilizar depois para silenciar jornalistas. E do que mentir na Assembleia da República. 
  • Actualização: segundo o Expresso, o Diário de Notícias e o i - Miguel Relvas encontrou-se três vezes com Carvalho nos últimos anos. Duas vezes em Março de 2010, sendo que na primeira vez terá também estado presente, o director da Unidade nacional de contra-terrorismo da Polícia Judiciária, Luís Neves. Alegadamente um dos nomes que Carvalho haveria de sugerir depois para um cargo de direcção nas secretas. No segundo encontro relatado, participaram também Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, e José Braz da Silva, um empresário com ligações a Angola e Cabo Verde. O PÚBLICO noticia também na edição de hoje, a realização de um terceiro encontro, um jantar em Agosto do ano passado, na Quinta do Lago, no Algarve, já depois de Relvas ser ministro de Pedro Passos Coelho. É também revelada a troca de mensagens de telemóvel entre Relvas e Carvalho. Estando nove SMS em causa, o Expresso avança que num desses o agora ministro terá respondido que estava a ver o que podia “fazer” em relação a uma solicitação do ex-responsável de um dos serviços de informações portugueses.

4 comentários:

Filipe Tourais disse...

Segundo rezam as más línguas, o Ministério Público terá encontrado nos telemóveis do ex-espião Jorge Silva Carvalho mensagens trocadas com Adelino Cunha, adjunto do gabinete de Miguel Relvas, nas quais combinaram falar através de um telefone fixo, é referida uma ligação através dos telefones da Presidência do Conselho de Ministros e concordam em encontrar-se para beberem um café no Hotel Tivoli. Tudo às escondidas de Miguel Relvas, que já estava fartinho de avisá-lo que não queria cafeínas governamentais misturadas com as das secretas. Descoberta a marosca, Adelino Cunha, temendo que Miguel Relvas lhe chegasse a roupa ao pêlo por andar a enganá-lo, apressou-se a pedir a demissão. Pedido aceite. Adelino vai, Miguel fica.

Anónimo disse...

Caro Tourais será que é francofono? Esoero que sim pela sua fina ironia. Eu também sou os meus ancestrais nasceram na Normandia em DIEPP, terra lindissima perto de Calais, com praias maravilhosas. Os "aliados" como depojos da 2ª guerra mundial destruiram o Castelo Medieval, cuja reconstrucão está quase a acabar feita por dezenas de milhares de voluntários para dar à humanidade uma peça rara da idade média- Os ditos aliados também destruiram a linda cidade alemã DRESDEN, sempre com a mesma desculpa estavam lá dentro nazis. Isto para lhe dizer que estes ALFORRECA/TORQUEMADA SÃO MESMO UNE MERDE, E COMO SEMPRE QUEM SE LIXA É O MEXILHÃO. ISTO NÃO QUER DIZER QUE OS MEXILHÕES BLOGGERS QUE ELES COMPRARAM NÃO SÃO TAMBÉM PODRES. que nojo

Filipe Tourais disse...

Não, amigo, sou português. Existe uma localidade Tourais na Serra da Estrela, mas a minha família paterna é da zona de Aldeia da Ponte/Vilar Formoso.

Daniel Santos disse...

eu ao sábado gosto de cortar a relva.