segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ressacas FMI

As "ajudas" externas do FMI têm sempre vários traços comuns. Um deles é forçarem os estados que conseguem aprisionar a venderem ao desbarato as suas empresas públicas que proporcionem elevadas rendas ao grande capital, cujos interesses o FMI representa como ninguém. Aconteceu na Argentina, que no início da década passada vendeu ao desbarato muitas das suas empresas. Entre elas, estava a petrolífera que hoje nacionalizaram, tanto como forma de reagir à constatação de que o interesse público não pode ser assegurado por privados, quer ainda como um gesto com o simbolismo do resgate daquilo que os ladrões que mandavam naqueles anos negros ofereceram a ocupantes externos. Resta-nos a esperança de que a História do depois das intervenções do FMI também se repita por cá. Teremos muitas continhas a fazer com os ladrões que hoje têm o país a saque. E muito a recuperar, também. As ressacas FMI são o melhor da organização. Não há um único caso de país que não tenha melhorado a sua situação depois de expulsá-los.

4 comentários:

fb request disse...

As "ajudas" externas do FMI têm sempre vários traços comuns. Um deles é forçarem os estados que conseguem aprisionar a venderem ao desbarato as suas empresas públicas que proporcionem elevadas rendas ao grande capital, cujos interesses o FMI representa como ninguém. Aconteceu na Argentina, que no início da década passada vendeu ao desbarato muitas das suas empresas. Entre elas, estava a petrolífera que hoje nacionalizaram, tanto como forma de reagir à constatação de que o interesse público não pode ser assegurado por privados, quer ainda como um gesto com o simbolismo do resgate daquilo que os ladrões que mandavam naqueles anos negros ofereceram a ocupantes externos. Resta-nos a esperança de que a História do depois das intervenções do FMI também se repita por cá. Teremos muitas continhas a fazer com os ladrões que hoje têm o país a saque. E muito a recuperar, também. As ressacas FMI são o melhor da organização. Não há um único caso de país que não tenha melhorado a sua situação depois de expulsá-los.

Karl Macx disse...

Não sei porquê, mas parece-me que os "neo-libero-coisos" e os economi(ci)stas de pacotilha, vão encher as ondas hertzianas, cabos, fibras e afins de "estrume demagógico" a provar o contrário...

Anónimo disse...

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=551927&pn=1

Filipe Tourais disse...

É, mas, populismos à parte, eles estão a melhorar de vida e nós não. Eles crescem, nós minguamos. O que estes comentadores encartados defendem é um modelo no qual o interesse público é assegurado pelo mercado, por privados. Na América latina, que cresce, o interesse público está a retornar à esfera pública, com um sucesso que contrasta com o fracasso do modelo que defendem. É isto que lhes dói.