quarta-feira, 4 de abril de 2012

Portugal não é a Islândia

A Islândia não necessita de regressar aos mercados de dívida tão cedo, uma vez que nos últimos anos acumulou reservas em moeda estrangeira no valor de quase 9 mil milhões de dólares. “Temos até 2016, 2017 ou até mesmo depois disso” antes de ocorrer a necessidade da Islândia refinanciar a sua dívida, disse à Bloomberg Halldor Svein, responsável do banco central do país, concluindo que “não há pressa no regresso da Islândia aos mercados nos próximos anos”.
O país no Norte da Europa está a recuperar do colapso que verificou em 2008, quando o seu sistema financeiro levou o país à bancarrota, obrigando a uma intervenção do FMI e, depois disso, a uma intervenção dos próprios islandeses, que correram com eles e com a parcela da sua classe política, então no poder, que se preparava para enterrar-lhes nas mãos o futuro da Islândia. .
Na semana passada, a Islândia já começou a reembolsar o FMI e agora apresenta dados que mostram que as finanças do país estão a recuperar. Um marco na recuperação da Islândia foi concretizado em Junho passado, quando o país efectuou uma emissão de mil milhões de dólares em obrigações com maturidade em Junho de 2016. Os títulos emitidos transaccionam hoje no mercado com um “spread” de cerca de 360 pontos base, abaixo dos 430 pontos base verificados no final de 2011. Os custos para os investidores se protegerem do incumprimento da Islândia baixaram 30% e estão agora a um nível inferior ao da Itália. Como escrevi aqui, as revoluções também se fazem com votos. É preciso é arriscar. E quem não arrisca… Bom, Portugal não é a Islândia.

3 comentários:

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Na semana passada, a Islândia já começou a reembolsar o FMI e agora apresenta dados que mostram que as finanças do país estão a recuperar. Um marco na recuperação da Islândia foi concretizado em Junho passado, quando o país efectuou uma emissão de mil milhões de dólares em obrigações com maturidade em Junho de 2016. Os títulos emitidos transaccionam hoje no mercado com um “spread” de cerca de 360 pontos base, abaixo dos 430 pontos base verificados no final de 2011. Os custos para os investidores se protegerem do incumprimento da Islândia baixaram 30% e estão agora a um nível inferior ao da Itália. Como escrevi aqui, as revoluções também se fazem com votos. É preciso é arriscar. E quem não arrisca… Bom, Portugal não é a Islândia.

Na Grécia querem correr com eles disse...

Na Grécia, o socialista Pasok, sob a direcção do antigo ministro das Finanças Evangelos Venizelos, consegue 12,5% das intenções de voto para as próximas eleições legislativas na Grécia. Em 2009, o Pasok, então comandado por George Papandreou – antigo primeiro-ministro –, acabou por ocupar 160 dos 300 assentos do Parlamento helénico.
Nesta sondagem da VPRC, para a revista “Epikaira”, o Pasok até melhora em relação ao anterior estudo. Contudo, o número que apresenta está ainda distante dos 22,5% de gregos que escolhem o Partido Nova Democracia para liderar o Parlamento nas eleições. Sendo assim, o Pasok deverá deixar de ser a maior força parlamentar helénica para dar lugar à força liderada por Antonis Samaras (na foto à direita).

Como salienta a agência Reuters, os votos combinados do Pasok e da Nova Democracia – que se têm único para aprovar as medidas exigidas para que Atenas receba ajuda externa – alcançam apenas 35%, o mais baixo das últimas sondagens. Apesar de o estudo não salientar quais os assentos correspondentes, os analistas consultados pela agência de informação indicam que serão necessários, pelo menos, 36% ou 37% dos votos para conseguir os 151 assentos que garantem maioria absoluta no Parlamento.
A terceira força política na actualidade, o Partido Comunista, deverá aí continuar, com 12,5% das escolhas dos helénicos. Em quarto lugar aparece a Coligação da Esquerda Radical, conhecida como SYRIZA, conquistando 12% das intenções de voto, seguindo-se a Esquerda Democrática, com 11,5%.

Deputado da Nova Democracia forma novo partido e conquista 11% das intenções

A surpresa passa pelo Partido dos Gregos Independentes. Formado no final de Fevereiro, o partido surge entre os mais votados numa das primeiras sondagens em que é analisado. Panos Kammenos, antigo membro da Nova Democracia, saiu do partido por ter votado contra medidas necessárias para receber o pacote de ajuda externa, e criou esta força anti-austeridade, segundo a Bloomberg.

Os nacionalistas da Golden Dawn arrecadam 3,5% dos votos, enquanto que o Laos, igualmente nacionalista, se fica como oitava força política, com 3% das intenções de voto, sendo que, na actual legislatura, é um dos cinco partidos com assento partidário na Grécia. Aliás, segundo o jornal grego “Kathimerini”, o Laos já veio contestar os dados desta sondagem. A publicação indica que a perda de votos poderá estar relacionada com a sua breve participação no governo interino liderado por Lucas Papademos.

Anónimo disse...

"A Islândia não necessita de regressar aos mercados de dívida tão cedo". Portugal também não, pelo menos enquanto cá estiver a troika. Há muitas maneiras de matar pulgas.