quarta-feira, 18 de abril de 2012

Filme: "Memórias de um saque"


Este é o filme que recordava ter visto e que, por não o ter encontrado em tempo útil, não coloquei como ilustração do post de anteontem sobre a decisão do Governo argentino de nacionalizar a petrolífera YPF, filial da espanhola Repsol. Aqui o deixo hoje. Qualquer semelhança com o que está actualmente a acontecer em Portugal não é mera coincidência, é a marca inconfundível desse franchising da roubalheira FMI, que hoje tem como chefes de vendas entre nós gente tão distinta como Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, António José Seguro, João Proença, António Borges e, no espaço europeu, Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, Mario Dragui e o eterno mordomo, de seu nome José Manuel Durão Barroso. Como curiosidade, em resposta às ameaças que estes últimos se apressaram a dirigir-lhe mal souberam da notícia, a Presidente argentina, Cristina Kirchner, respondeu-lhes no seu idioma oficial, a linguagem dos mercados: «Sou um chefe de Estado, não uma vendedora de legumes». «Todas as empresas presentes no país, e mesmo que o acionista seja estrangeiro, são empresas argentinas». Um dia, quando ganharmos juízo, também nós deixaremos de confiar o poder a maus vendedores de legumes.

1 comentário:

FB Request disse...

Este é o filme que me recordava ter visto e que, por não o ter encontrado em tempo útil, não coloquei como ilustração do post de anteontem sobre a decisão do Governo argentino de nacionalizar a petrolífera YPF, filial da espanhola Repsol. Aqui o deixo hoje. Qualquer semelhança com o que está actualmente a acontecer em Portugal não é mera coincidência, é a marca inconfundível desse franchising da roubalheira FMI, que hoje tem como chefes de vendas entre nós gente tão distinta como Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, António José Seguro, João Proença, António Borges e, no espaço europeu, Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, Mario Dragui e o eterno mordomo, de seu nome José Manuel Durão Barroso. Como curiosidade, em resposta às ameaças que estes últimos se apressaram a dirigir-lhe mal souberam da notícia, a Presidente argentina, Cristina Kirchner, respondeu-lhes no seu idioma oficial, a linguagem dos mercados: «Sou um chefe de Estado, não uma vendedora de legumes». «Todas as empresas presentes no país, e mesmo que o acionista seja estrangeiro, são empresas argentinas». Um dia, quando ganharmos juízo, também nós deixaremos de confiar o poder a maus vendedores de legumes.