quarta-feira, 7 de março de 2012

Tempo livre para coçar o pastel

Depois da AICEP ter passado do Ministério da Economia para as mãos de Paulo Portas (Ministério dos Negócios Estrangeiros), depois do emprego jovem ter passado para a Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem (tutelada por Miguel Relvas, Ministério dos Assuntos Parlamentares) e depois das privatizações, renegociação das PPP e reestruturação do Sector Empresarial do Estado ter passado do Ministério da Economia para outra comissão, esta liderada por António Borges (Pró-Ministério Goldman Sachs), o que é que temos? Outra comissão, claro. Os ministérios é que tinham que ser só 10. Acabaram por ser 11. E ninguém disse que havia um limite para o número de comissões.


de acordo com uma resolução de Conselho de Ministros, foi instituída a Comissão Interministerial de Orientação Estratégica dos Fundos Comunitários e Extracomunitários, “composta pelo ministro das Finanças [Vítor Gaspar], que coordena, e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros [Paulo Portas], Administração Interna [Miguel Macedo], Economia e Emprego [Álvaro Santos Pereira], Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território [Assunção Cristas], Educação e Ciência [Nuno Crato] e Solidariedade e Segurança Social [Paulo Macedo].


Em fila de espera: Comissão Interministerial das Papas e Bolos, Comissão do Neurónio do Álvaro, Comissão do Álvaro, Comissão das Comissões, Comissão das Comissões do Álvaro, Comissão do Álvaro das Comissões.

1 comentário:

Zeca Galo disse...

Também por aqui se vê que o Álvaro está claramente eclipsado pelo Gaspar e pelo Relvas. Prova disso é ainda não ter sido criada a Comissão Interministerial para o Franchising do Pastel de Nata. A economia não cresce porque o Álvaro não tem tido espaço de manobra, o homem está de mãos atadas. E com as mãos atadas até coçá-los o tempo todo se torna uma tarefa árdua.