quarta-feira, 21 de março de 2012

Portugal no bom caminho

1. Segundo a síntese de execução orçamental publicada pela Direcção-geral do Orçamento (DGO), o subsector Estado (um dos componentes das administrações públicas), registou nos dois primeiros meses deste ano 6259 milhões de euros em receita efectiva e 7.057 milhões de euros em despesa efectiva. O défice orçamental quase triplicou relativamente ao período homólogo.
2. A receita de IVA (imposto sobre o valor acrescentado) caiu nos dois primeiros meses do ano 1,1% face ao período homólogo de 2011, quando a previsão inscrita no OE é de um crescimento anual de 12%. Mas não foi apenas o IVA que perdeu colecta. O IRC, imposto sobre o rendimento colectivo, acusou um decréscimo de 46%. A receita fiscal recuou globalmente 4,3% face ao período homólogo, para um total de 6259 milhões de euros. A excepção no IRS, que cresceu 0,3%, especialmente graças ao forte crescimento verificado no mês de Fevereiro (6,7%), deve-se à revisão das taxas de retenção e das taxas liberatórias aplicáveis aos rendimentos de capitais. O recuo do IVA acontece apesar de o Governo ter aumentado o imposto sobre muitos produtos e pode colocar em risco as metas previstas no Orçamento de Estado (OE) para o ano em curso.
3. Os desempregados inscritos nos centros de emprego não páram de aumentar desde Outubro do ano passado. No final de Fevereiro, o Instituto de Emprego e Formação Profissional dava conta de 648.018 desempregados, um aumento de 16, % em comparação com o mesmo mês do ano passado e de 1,6% face a Janeiro. O IEFP dá conta de um aumento homólogo de 27% dos desempregados que estão inscritos há menos de um ano, enquanto o desemprego de longa duração teve um crescimento menos acentuado, de 2,5%. Os jovens são os principais afectados: no último ano, o número de inscritos até aos 24 anos subir 21,4%.
4. A troika de credores internacionais da Grécia vislumbra “riscos significativos” que podem levar o país a falhar o objectivo de redução do peso da dívida, o que significa que Atenas poderá precisar de novo empréstimo de resgate, noticiou a AP.

1 comentário:

Anónimo disse...

Começa a ser intelectualmente doloroso viver neste país. Passados 38 anos da revolução, a direita tem uma oportunidade de ouro para se vingar do nosso povo.
O que custa suportar é que foi a ganância dos ricos que nos levou a esta situação e foi o povo que os pôs no poder.
É certo que, tal só só possível, através de uma acção concertada dos meios de comunicação social, controlada pelo capital e sem vergonha na cara. O ordenado ao fim do mês é muito mais importante que a verticalidade da coluna.
Não sairemos do buraco tão cedo e quando sairmos, seremos ainda mais miseráveis que o que somos actualmente.
O ataque aos trabalhadores é geral, a Europa tornou-se um festim para os abutres, apoiados pela ganância dos governantes europeus e pela sua submissão aos imensamente ricos.
Em Portugal é tempo da caça às bruxas, do populismo e da mentira.
Vamos ver no que isto vai dar.