sexta-feira, 23 de março de 2012

O PS, o claro e o escuro

O secretário nacional do PS, João Ribeiro, diz que o inquérito-crime, iniciado pela queixa da Associação Sindical dos Juízes, “tem uma agenda política clara” dada a “selectividade do processo”, que se dedicará às despesas com cartões de crédito dos ministros do Governo de José Sócrates. O apuramento da verdade que dissipa suspeições indesejáveis e a responsabilização criminal de utilizações de dinheiros públicos à margem da lei, mostra-o o seu secretário nacional, estão fora da agenda política do PS. Da "agenda política clara" chegamos facilmente à "agenda política escura". Aquela que o PS sabe ser a preferida dos portugueses há quase 40 anos. O PS sabe que não pode correr o risco de abandonar esta vertente da sua matriz identitária, sob pena de nunca mais ganhar eleições e ficar para sempre arredado do poder.

Sem comentários: