sábado, 10 de março de 2012

O padrinho e os mansos

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, considerou neste sábado que a demissão de Francisco Pires Manso, marido da presidente da Unidade Local de Saúde da Guarda, Ana Manso, do cargo de auditor interno para o qual a mulher o havia nomeado era o "único acto" possível. Outro seria a demissão de Ana Manso, mas tal caminho é uma impossibilidade por ser do interesse público que alguém com a sua tarimba se mantenha agarrada à cadeira para poder nomear, por exemplo, sei lá, um cunhado. Um cunhado que seja casado com uma irmã. Evidentemente que não um irmão do marido. Esse também só adquiriu estatuto de cunhado através daquele maldito matrimónio. Estamos entregues à bicharada.

6 comentários:

NP66 disse...

Já dizer que o homem não ia "esfolar" mais dinheiro ao erário público pelo desempenho como auditor interno e que é competente no que faz... é capaz de não caber no post.

Filipe Tourais disse...

A mesma restrição não se aplica a dizer que, se é realmente tão competente, bem podia ter evitado a exposição pública que corresponde a ter necessitado de favores da mulher. Como vê, coube aqui.

Bravo disse...

Não penso que a administradora esteja livre de ser demitida.
As coisas passaram-se a um ritmo tal que o ministro não podia ter feito mais do que fez.
Agora com tempo para arranjar uma alternativa é capaz de lhe fazer a cama.
O caso é demasiado chocante e ridículo para que o ministro possa arriscar a deixar lá ficar uma personagem deste calibre.
Ou então estou enganado e para a semana temos mais circo.

NP66 disse...

Não é "se"... ele é MESMO competente. E ele tem nome... não é "o marido"!
A decisão não foi da mulher, foi uma decisão colegial.
Já agora: o homem, que não ia "esfolar mais dinheiro ao erário público" e que tem uma carreira consolidada, que "favor" é que tinha de agradecer?
Seja como for, se toda a gente for demitida... temos uma alteração de procedimentos em relação aos últimos 6 anos! Aliás, já tivemos!

Filipe Tourais disse...

Que parte é que não entendeu, "NP66"?

NP66 disse...

Nepotismo sem vantagens patrimoniais... é esse o perigo que a Guarda corre? Bah...