segunda-feira, 19 de março de 2012

O muito, o menos, o defunto e a propaganda

O Governo de Passos Coelho nomeou menos pessoas do que os executivos de José Sócrates nos primeiros sete meses de mandato, de acordo com a contagem do PÚBLICO aos despachos publicados em Diário da República em iguais períodos de governação. Nada mais natural. As leis orgânicas dos megaministérios, necessárias para enquadrar as nomeações, demoraram vários meses a elaborar e fazer aprovar. Para dar dois exemplos, a Lei Orgânica do Ministério da Economia e do Emprego foi publicada apenas em 29 de Dezembro de 2011 e a Lei Orgânica do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território foi publicada ainda mais tarde, em 17 de Janeiro de 2012. Sugere-se, pois, a correcção da notícia para: “mesmo sem as leis orgânicas de alguns ministérios, o Governo de Pedro Passos Coelho conseguiu fazer 1110 felicidades”. E para ser muito, o número 1110 não precisa cá de comparações com outro muito produzido pelo anterior muito. São os dois muito. E só não é ponto final porque, como será fácil de perceber, a fúria das nomeações deste Governo apenas acaba de começar.

Sem comentários: