sexta-feira, 16 de março de 2012

Está tudo bem em Portugal, graças a Deus

Tendo em conta os resultados da Eurosondagem SIC/Expresso, PSD e CDS conseguem juntos 48%, mantendo a maioria absoluta de centro-direita que actualmente governa o país. Se lhe juntarmos os 29,6% do PS, obtemos os 77,6% que traduzem a gratidão dos portugueses aos partidos que assinaram o “memorando de entendimento” com a troika. Reforçam-na os 36% dos inquiridos que nesta sondagem preferem o PSD, o que representa uma subida de 1% dos sociais-democratas em relação mês passado, enquanto o PS desce 0,4%, ficando agora nos 29,6%. CDS e BE sobem ligeiramente, atingindo 12 e 6,9%, respectivamente. CDU mantém intenções de voto, com 8,5%. BE e CDU juntos somam 15,4%.


9 comentários:

Anónimo disse...

Infelismente não existe nenhuma alternativa credível ao PSD. A liderança do PS é fraca e hesitante, nada faz além de esperar que os partidos do governo cometam erros, se desgastem e caim do estado de graça.

António Cruz Mendes disse...

Os sinais de descontentamento social são evidentes. Se não se traduzem nas sondagens, isso só pode significar que a maioria dos portugueses não acreditam na viabilidade de políticas alternativas àquelas que nos são impostas pela troika e prosseguidas pelo governo.

O "voto de protesto" tem um tecto eleitoral que poderá subir, quando muito, até aos 10%. E, de facto, não se descortina uma alternativa governamental de esquerda ao governo PSD/CDS.

Enquanto esta situação perdurar, o governo de Passos Coelho não corre perigo nenhum.

Anónimo disse...

Só que as opiniões favoráveis ao Gooverno do PSD-CDS ficam-se por uns miseráveis 19%.

Afinal em que é que ficamos, acham que o governo do PSD e do CDS é uma desgraça, mas apoiam o PSD e o CDS?

Que sondagem é esta?

Filipe Tourais disse...

Quem está mal não pode dizer que não há alternativa. Até porque há alternativa. Essa cantiga de não haver alternativa, de não se verem representados no poder político, etc, etc é de quem não quer mudar. Mudar não é PS, não é PSD, não é CDS. E quem não vota deixa que quem vota perpetue estes três. A queixarem-se, queixem-se de si próprios. Olhem eu cá até nem tenho muitas razões de queixa. Do ponto de vista individual, claro está. Se me queixo é porque me custa ver o meu país a afundar. Mas se quem sofre mais do que eu não se mexe e se limita a repetir essas, pois que aguentem.

António Cruz Mendes disse...

É claro que a abstenção não é solução nenhuma. Eu voto e continuarei a votar, mas isso não impediu que tivéssemos chegado até aqui. Não adianta lançar a culpa para os ombros dos abstencionistas. Parece-me mais produtivo tentar compreender as suas razões.

Filipe Tourais disse...

Realmente, não adianta, António, concordo. Mas eles não mudam, também não vale a pena compreendê-los. Até porque acho que nem eles se compreendem.

Anónimo disse...

Eu considero-me de esquerda e sempre votei PS, inclusivé nos tempos do Sócrates, porque tinha consciência que entregar o poder à direita só pioraria a situação, como pode agora verificar. Infelismente o PS tem andado por maus caminhos, e os outros partidos de esquerda não merecem a confiança de ninguém além de uns poucos revoltados e frustrados. Podem ter certeza que se voltassemos a ter um PS forte e com um projecto credível para o país, os outros partidos de esquerda caíam a pique. O PCP não caíria tanto como o BE porque tem um eleitorado mais fiel e uma estrutura sólida. Mas o BE desapareceria reduzido à sua insignificância de ninho de trotskistas orfãos e demagogos. Infelismente é o que temos.

Filipe Tourais disse...

Diz o amigo. Um partido que fez o que o PS fez à legislação laboral de forma alguma pode considerar-se de esquerda, tal como um partido que fez as negociatas que o PS fez, sem nunca ter chegado a reprovar e afastar quem o fez não pode chamar-se nem direita, nem esquerda. É uma organização de malfeitores. E não é aconselhável confiar em bandidos. O resto, dos trotskistas e outras coisas que se dizem, meu amigo, seria melhor conhecer o projecto do bloco e verificar que o que diz quanto ao tipo de pessoas é totalmente falso. Não se segrega ninguém e há liberdade de opinião, que é um bocado assim diferente do retrato que faz.

bombista não-suicida disse...

"Santana Lopes" admite candidatar-se a PR"- como dizia o outro: desde que vi um porco a andar de bicicleta... neste país, com o eleitorado que temos, admito que o sr. ex-fracassado em tudo em que se meteu, também se consiga meter neste tipo de aventura - e eu que julgava que depois do actual PR só nos poderia acontecer algo de melhor...