domingo, 18 de março de 2012

É a demagogia, estúpido!

O Governo de Passos Coelho já criou 23 grupos de trabalho, 14 comissões, três equipas técnicas, outros tantos conselhos, uma estrutura de missão e uma equipa de missão desde que tomou posse em Junho de 2011. Para ser o recordista do mínimo dos 11 ministérios, multiplicam-se as comissões e afins. Outro record. Mas ainda há um terceiro: o dos impasses. É impossível evitar as gavetas deste emaranhado institucional. Pagam-se estudos que nunca chegam a ser utilizados, paga-se a espera por decisões que não se tomam e pagam-se ordenados de luxo a gente que nunca os receberia caso a irresponsabilidade da demagogia inicial tivesse cedido à razão. Só António Borges ganha por cinco ministros. À conta do Estado. E ainda faz uns biscates por fora.

4 comentários:

Anónimo disse...

Ainda no público, na mesma secção:

"Os dados do Diário da República mostram que o número de nomeações do Governo PSD/CDS foi inferior em 33,8% ao do primeiro Governo Sócrates"

Demagogia também se faz assim...

Filipe Tourais disse...

E diga lá: menos 33 por cento de muito dá muito ou dá pouco? Dar menos e continuar no muito não é lá grande melhoria. Depois há o muito em valor e o muito que os nomeados se ocupam de transferir para os interesses do costume, um dado que também não deve negligenciar.

Anónimo disse...

E diga qual a percentagem de muito que é pouco? É interessante sabê-lo para ter uma idéia de quantos nomearia o BE caso fosse governo, que obviamente lhes daria direito a uma avaliação positiva. Em demagogia é possível dizer que percentagem de muito é pouco?

Filipe Tourais disse...

Eu digo-lhe: conte as direcções-gerais. Não se justifica haver nomeações abaixo do cargo de Director-geral. E mesmo nesse, há países onde os nomes não mudam com os Governos.