quarta-feira, 28 de março de 2012

Aulas práticas sobre voto útil: trabalho barato e sem direitos


Despedimento por inadaptação sem alterações tecnológicas, indemnizações por despedimento mais reduzidas, um banco de horas que inviabiliza a possibilidade de ter vida familiar e trabalho extra pago a metade do valor são algumas das alterações que o Governo vai introduzir com a revisão do Código do Trabalho, que será discutida hoje no Parlamento com a abstenção previamente anunciada da esquerda prostituída à economia do abuso e com o beneplácito de um Presidente que desperta iras incontidas quando faz comentários sobre as misérias lá de casa e passa despercebido quando ajuda a fazer morrer as letras da Constituição que jurou cumprir e fazer cumprir. Pior, mesmo, seria sermos governados por “radicais” de esquerda que equilibrassem as relações laborais de forma a que se pudesse enriquecer a investir mas também a trabalhar. Os exploradores iam-se logo embora, haveria empresas a fechar aos magotes,  o desemprego dispararia imediatamente para uns inimagináveis 14 ou 15 por cento e o PIB recuaria acima dos 3 senão 4 por cento ao ano. Seria o descalabro. Com estes, ao menos, já sabemos com o que contamos. Ainda bem que o poder está em boas mãos.

3 comentários:

Vítor Fernandes disse...

Deixa cá ver se eu sei partilhar isto no FB. É só clicar no gosto, não é?

Filipe Tourais disse...

Tem dias. Andou bastante tempo sem funcionar, mas parece que agora está tudo ok outra vez.

L.Maria disse...

Pois é...
O silêncio dos trabalhadores é ensurdecedor. Talvez por que lá está, o País está em boas mãos!