segunda-feira, 5 de março de 2012

Aqui del QREN (e o neurónio perdido)

Em apenas dez dias, os ratos e ratinhos usados numa experiência conduzida por neurocientistas - da Fundação Champalimaud (Portugal) e da Universidade de Berkeley (Califórnia, EUA) - aprenderam a "pedir" açúcar sem mover um músculo do corpo. Para isso, recorreram apenas a impulsos eléctricos do cérebro que tinham como feedback um determinado som. Ao saber disto, Álvaro Santos Pereira entusiasmou-se. Convenceu-se que podia fazer crescer a economia e criar emprego sem mexer um músculo orçamental, apenas com o som de pequenas rábulas como a do celebérrimo pastel de nata. Em menos de nove meses, “f” tudo. Está neste momento reunido de urgência com Passos Coelho, a receber um valente ralhete por não ter incluído no cardápio também o pastel de massa tenra. Erro de palmatória. Irresponsabilidade. O país estaria agora a crescer e o desemprego a baixar. Venha o próximo ratinho. Um neurónio para o Álvaro e uma cassette nova para o patrão. Portugal não é a Grécia, Portugal não é a Grrrrrrécia, Portugal não é a Grrrrrrrrrrécia, Portugal não é a Grrrggggrrrrggggrrrrrrécia, Portugal não é grrrrr, Portugal grrrrrrrrrrrr, Portugal gggggggrgrgrgrggggggggggggggrrrrrrrrrrrrrr.. Dasssssssssssssssssssssssssssssssssssss.

1 comentário:

bombista não-suicida disse...

Esse Álvaro Santos Pereira nunca me convenceu... aliás nenhum dos ministros me convenceu de nada até agora - parece que andam a brincar aos políticos. Mas este em particular agitava-me ligeiramente aquele nervinho do riso como só acontece quando vejo filmes do mister Bean...