terça-feira, 13 de março de 2012

Anjinhos (por ajuste directo)

Dentro de três meses, os desempregados inscritos nos centros de emprego vão ter de aceitar entrevistas acompanhadas.Leu bem. Vem no Diário da República. A medida poderia levar-nos a crer que o Governo está plenamente convencido que a preguiça é uma das principais causas de desemprego e, porque “na situação que o país atravessa” não podemos compadecer-nos com mandriões, decidiu pôr um anjo da guarda ao lado de cada malandro para não ser enganado. Seria loucura. Seria demasiado mau para ser verdade.


Acontece, porém, que os centros de emprego estão com falta de técnicos. O número de inscritos a cargo de cada funcionário dos centros de emprego aumentou 46 por cento desde 2008. Entre 2008 e o final de 2011, o número de técnicos do IEFP diminuiu de 4170 para 4099, ao passo que, no mesmo período, o número de inscritos como desempregados aumentou de 416.005 para 605.134 pessoas. E acontece também que, na última vez que a demagogia do desemprego pôs as garras de fora, o Governo acenou ao empreendedorismo de Estado anunciando que vai pagar a agências privadas de emprego que arranjem trabalho a desempregados. Quem era mesmo o anjinho? Negócio, como é hábito entre amigos, porque o moralismo também é sempre para os tolos.


(editado)

2 comentários:

Todos ao Pankrassio e fé em Zeus disse...

se nã pagar muito e se as agências arranjarem trabalho...o IEFP se bem me lembro só arranja cursos de deformação...e formadores

os almoços e jantares no IEFP são bons...tal deve-se ao pessoal almoçar lá e ser assis um investimento prioritário

agora entrevistas da EDP do tipo
ah era engenheiro na petrogal e deixou de ser porquê?

nã sey se será uma abordage pró-activa na busca de empleo....

e iste de desemprego aos bochechos cria muitos maus hábitos

nomeadamente hábitos de sono...

pois pois disse...

pessoal que foi despedido das brigadas da edp desde que foi privatizada....muitos mais do que o necessário

tirando electricistes por conta própria um campo cheio devido ao êxodo da construção civil ibérica

é pessoal que vai fazer o quê?
só se for eléctrica automóvel e disso também há milhares sem trabalho...