quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sempre mais e mais

O Fundo Monetário Internacional (FMI) quer que, em vez de concentrar-se sobretudo na redução do défice público, a Grécia acelere a aplicação da sua agenda política no país que, na sua linguagem, prontamente adoptada por governantes e toda a comunicação social ao seu serviço, se chamam “reformas estruturais”. Prova que chega a vez a todos nesta austeridade sem fim, Reduzir o salário mínimo grego e benefícios como as férias no sector privado contam-se entre as suas propostas.
Portugal e Grécia estão na mira desta reconfiguração social que acentua o desequilíbrio na redistribuição do rendimento e invariavelmente procura reduzir a proporção dos salários na riqueza produzida. Naturalmente, ressente-se o consumo e, consequentemente, o produto e, logo, também as contas públicas se deterioram. O consumo reduz-se pela combinação da redução de salários com o pânico gerado pelo consecutivo esmagamento de direitos adquiridos. Não seria, por isso, de esperar outra coisa que não um tremendo caos, o beco sem saída para onde esta agenda política de austeridade está conscientemente a empurrar Portugal e a Grécia.


Vagamente relacionado: Editor do Financial Times diz que situação grega está a repetir-se em Portugal e que os mercados já estão a contar com um default nacional. Segundo o editor, é inverosímil o regresso de Portugal aos mercados em 2013.

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