sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O CCB resgatado ao crioulo

O CCB vai voltar a falar português. O recém-empossado presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, fez distribuir ontem à tarde uma circular interna na qual dá instruções aos serviços para não aplicarem o Acordo Ortográfico e para que os chamados “conversores”, ferramentas informáticas que traduzem os textos para aquele idioma estrangeiro, sejam desinstalados de todos os computadores da instituição. Uma boa notícia de vez em quando só pode fazer-nos bem. Seria óptimo que outros seguissem este bom exemplo, quer no que diz respeito ao acordo ortográfico propriamente dito, quer na excepção que constitui à consensualidade doentia em torno do pensamento único que entorpece o país.

11 comentários:

jose pina disse...

Não perde uma oportunidade para dar nas vistas! Verdadeiramente sem graça!..

Anónimo disse...

Por essa ordem de ideias deveriamos ter-nos mantido fiéis ao galaico-português arcaico (ou quem sabe ao latim...)

Filipe Tourais disse...

É a minha opinião, só isso. Sempre fui contra esta aberração.

Anónimo disse...

Mualelepo... é português da minha terra.
Será que também vão incluir no acordo?
Ou só as disfunções linguisticas brasileiras é que têm direito?
Ainda bem que há gente que quer continuar a ser português. Pelo menos na linguagem... falada e escrita.

Anónimo disse...

Filipe, não sou um adepto entusiasta do acordo ortográfico. Acho que se foi longe demais nas concessões, principalmente ao português do Brasil... no entanto a língua é uma coisa viva e evolutiva, basta ver as diferenças entre o galaico-português e o português actual (com ou sem acordo)... de qualquer modo sou mais da opinião do José Pina... isto não passa de uma "birrinha" do Vasco, para dar nas vistas... é o chamado vaidoso inveterado

Anónimo disse...

Eu não percebi o título. O quê que o acordo ortográfico tem a ver com o crioulo?!?

Filipe Tourais disse...

O título deve-se ao crioulo, tal como esta coisa que saiu do acordo ortográfico, não ter uma lógica unificadora própria, prevalecendo, na sua vez, a vontade de quem escreve. No caso, será a vontade de quem martelou esta coisa.
Quanto aos demais, pois podem continuar com a vossa douta e modernaça opinião, que não serei eu a tentar alterá-la. Eu fico com a minha, seria óptimo se soubessem conviver com ideias diferentes das vossas com um pouquito mais de elevação do que a que usam para argumentar.

Anónimo disse...

Concordo totalmente. este acordo é uma aberração que só interessou a quem tinha ideia em lucrar com vendas de livros no Brasil. Desenganem-se!Se eu eu leio em brasileiro livros de autores brasileiros porque é que eles não podem ler em Português livros de autores portugueses. A Inglaterra e os Estados Unidos falam inglês com diferenças; a Espanha e a América Latina também têm as suas diferenças. Nenhum desses países foi inferiorizado por esse facto.
Continuemos a lutar contra esta chachada.

Anónimo disse...

Senhor Tourais, já que você apela por uma dita «elevação», porque não começa por dar exemplo? Se você não concorda com o acordo, é um direito seu. Se você considera o acordo uma coisa má e abjecta (à qual o português deve ser «resgatado»), é a sua opinião. Agora, estar a identificar uma coisa má com um crioulo, você mostra não ter um pingo de respeito para as línguas dos outros. Se você quer que «o seu» português seja respeitado, comece por respeitar as outras línguas, a começar pelos crioulos!

Filipe Tourais disse...

Caro amigo, fazer uma constatação e utilizá-la para um título não será insulto para ninguém. E note que não defendi regras para o crioulo, cada língua com a sua identidade própria. Limitei-me a defender a identidade da minha.

João Pereira disse...

O título está bom! Um crioulo é uma língua criada, assim como que do "nada". Não é desprimôr nenhum. Quando não há cria-se! Depois de haver é que não vale a pena continuar a criar, senão acaba-se com mais do que aquilo que se queria! Para mim há o português, e há o crioulo sócretino, e depois há os outros crioulos de português, embora estes últimos, convenhamos, com fortes direitos de primazia!